Cultura

Diversão sem extinção


| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução Internet

“A Era da Extinção”, quarta aventura de “Transformers”, é delírio para adultos que têm alma de moleque

“Transformers - A Era da Extinção” tem méritos. Uma franquia que chega ao quarto filme (que já estava em pré-estreia nos cinemas bauruenses e, hoje, estreia oficialmente) e ainda é capaz de prover diversão por quase três horas merece respeito.

O responsável é o produtor e diretor Michael Bay, à frente de todos os longas. Na infância, ele deve ter sido um menino que adorava segurar um boneco em cada mão e bater um contra o outro, narrando lutas épicas. Bay faz isso até hoje. Só que gasta algumas dezenas de milhões de dólares quando resolve brincar um pouco. “Transformers” é o brinquedo mais caro do mundo.

Mudou o protagonista: sai Shia LaBeouf e entra Mark Wahlberg. São dois perfis distintos de canastrões, mas funcionam. Ninguém precisa ter passado pelo Actors Studio para contracenar com robôs de dez metros de altura. Embora só interesse a adultos com alma de moleque de dez anos, eis a trama: anos depois de uma batalha devastadora, os Autobots estão escondidos pela Terra, em sua forma de veículos.

Um caçador alienígena os persegue, com apoio do governo americano. O plano é desmontá-los e utilizar sua tecnologia para fazer robôs controlados pelos humanos. O prêmio para o caçador é ficar com Optimus Prime, líder dos Autobots (e herói de toda a saga). Em forma de caminhão, está adormecido em um ferro-velho. O mecânico Cade Yeager (Wahlberg), compra a sucata. Quando Optimus desperta, soldados aparecem para pegá-lo. Ele foge para reunir os Autobots e enfrentar os humanos, o caçador alienígena e os novos Transformers do mal.


Franquia ganha novo protagonista

O norte-americano Mark Wahlberg costuma dizer que se considera mais um homem de negócios que um ator. Talvez ele tenha feito o contrato financeiro de sua existência ao interpretar o novo protagonista da série “Transformers”, que chega ao seu quarto filme, o primeiro sem o ator Shia LaBeouf.

“Transformers: A Era da Extinção”, de Michael Bay, que estreou nos EUA no dia 27 de junho, já é o filme de maior bilheteria do ano com uma arrecadação de US$ 750 milhões (cerca de R$ 1,66 bilhão). “Não encarei Transformers como uma decisão de negócios porque não o produzo”, desconversa Wahlberg, com um sorriso no canto da boca. “Mas não acho que vá me comprometer financeiramente.”

No longa, ele é Cade Yeager, um inventor endividado que está prestes a perder sua fazenda mesmo com os avisos de sua filha Tessa - vivida por Nicola Peltz com shorts mínimos, que tenta dessa maneira substituir Megan Fox, a estrela dos primeiros filmes.

“Foi diferente fazer o pai da garota. Normalmente sou o namorado, mas achei bacana”, brinca o ator de 43 anos, pai de quatro crianças. “Conheço Nicola desde que ela tinha 12, sou amigo de seus pais. Então, foi fácil atuar com instinto paternal. Desde que tive filha adquiri um respeito maior por mulheres.”

E Mark Wahlberg já sabe que tem emprego garantido por mais dois anos: “Transformers 5” deve estrear em 2017. Um negócio da China.

Comentários

Comentários