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Brasil não mudará participação no FMI

Folhapress
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Um dia depois de formalizar a criação do banco dos Brics, a presidente Dilma Rousseff afirmou, ontem, que a instituição não diminui a participação brasileira em órgãos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Contudo, Dilma disse que o fundo não reflete a atual correlação mundial de forças do G20.

“Não temos o menor interesse em abrir mão do fundo, pelo contrário. Temos interesse em democratizá-lo e torná-lo mais representativo”, disse. “O novo banco dos Brics não é contra, ele é a favor de nós. E terá sempre uma postura diferenciada em relação aos países em desenvolvimento.”

Durante uma reunião de cúpula em Fortaleza (CE), os Brics criaram anteontem um banco com sede em Xangai (China) e US$ 50 bilhões de capital para financiar projetos de infraestrutura nos Brics e em outros países em desenvolvimento.

China

Em discurso pontuado por citações, que foram de Confúcio a Paulo Coelho, o líder da China, Xi Jinping, discursou ontem em sessão especial da Câmara dos Deputados, onde ressaltou o interesse de seu país em ampliar as relações com a América Latina.

Foi o início da visita de Estado de Xi ao Brasil, que  continua hoje em encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Num aceno ao Brasil, Xi disse que a China se esforçaria para aumentar o valor agregado das importações do país.


Argentina recebe apoio

A presidente Dilma aproveitou seu discurso de encerramento da reunião do Brics com os países da América do Sul para pedir um discurso unificado contra o precedente criado pelo Judiciário dos EUA, que obrigou o pagamento integral da dívida argentina aos chamados fundos holdouts, a ser levado na próxima reunião do G-20, em novembro, na Austrália. O grupo reúne as 20 maiores economias emergentes do mundo.

Em apoio à presidente argentina, Cristina Kirchner, Dilma fez um apelo aos demais presidentes por um “caminho conjunto entre nós” para mostrar que a decisão da Justiça dos EUA poderá ser muito dura para países em desenvolvimento e que as economias mais frágeis vão sofrer muito com procedimentos desse tipo (leia mais aqui)

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