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Após cúpula do Brics, China propõe fundos de US$ 25 bilhões para América Latina e Caribe

Por Tai Nalon, Flávia Foreque, Sofia Fernandes e Marcelo Ninio | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A China propôs ontem a criação de um fundo de US$ 20 bilhões para financiar projetos de infraestrutura em países da América Latina e Caribe. A proposta foi revelada pela presidente Dilma Rousseff, após a reunião de cúpula Brasil-China-Quarteto da Celac-Países da América do Sul-México.

O quarteto da Comunidade dos Estados Latinos-Americanos e Caribenhos (Celac) é formado por Chile, Antígua Barbuda, Cuba e Costa Rica.

Segundo Dilma, o fundo chinês vai começar com capital de US$ 10 bilhões e deverá estar pronto para o ano que vem. Além disso, a China propôs uma linha de crédito preferencial para a Celac, por meio de um banco chinês, que pode chegar a US$ 10 bilhões, e um fundo de cooperação para o Caribe e América Latina de US$ 5 bilhões para investimento “em áreas a serem definidas”, disse a presidente.

Também por sugestão da China, será criado um fórum com a participação do país asiático, América Latina e Caribe. A previsão é de que este fórum se reúna no próximo ano, disse Dilma.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou a iniciativa chinesa. “A proposta trazida pelo presidente chinês (Xi Jinping) é extraordinária”, disse Maduro.

Segundo ele, a reunião de ontem demonstra uma “vontade política para construir os laços de um mundo multipolar e multicêntrico”.

Mercosul

O presidente Nicolás Maduro confirmou para o próximo dia 29 de julho a cúpula do Mercosul, em Caracas. Ele afirmou ainda que uma reunião da Unasul está agendada para o mês de agosto em Montevidéu, no Uruguai.

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