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Tá valendo! Dunga está voltando

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Se um estrangeiro está descartado, Tite ainda é o “chute” mais arriscado por enquanto. Ou pelo menos era, até ontem.

Com a entrada de Gilmar Rinaldi como coordenador de seleções, aumenta a possibilidade de Dunga, o zangado, voltar ao comando da Seleção. A ESPN e a Revista Placar dizem que fontes ligadas ao poderosos chefão da CBF, José Maria Marin, dão como certo o retorno do gaúcho (mais um, por sinal). O anúncio será feito na próxima terça-feira.

Sim, é isso mesmo. Depois de Gilmar Rinaldi, podemos ter Dunga de volta. A CBF não cansa de não surpreender. O técnico do fiasco de 2010 está perto. Bem perto.

Foi no Internacional que Dunga e Rinaldi foram companheiros pela primeira vez. Depois, vieram as Olimpíadas de 84 e a Copa de 94.

A honestidade e a decência sempre forjaram o estilo xerifão do capitão do tetra - pelo menos sempre acreditamos nisso.

Sinônimo de raça e determinação, o gaúcho conquistou o brasileiro com sua entrega em campo. E os números à beira do gramado não são ruins.

Para incredulidade de muitos, sua primeira experiência como técnico foi justamente na Seleção, em 2006. Em quatro anos de trabalho, faturou uma Copa América (2007), amargou o bronze nas Olimpíadas de Pequim (2008) e levantou uma Copa das Confederações (2009), além de terminar as Eliminatórias para a Copa-2010 na liderança da tabela.

No Mundial da África do Sul, não levou Paulo Henrique Ganso e Neymar. Naquela Copa, preferiu apostar em Grafite, Felipe Melo, Josué e Doni, e o sonho acabou com a eliminação para a Holanda após os 2 a 1 de virada que ainda alimentam os pesadelos do goleiro Julio Cesar. Foram 60 partidas, 42 vitórias, 12 empates e seis derrotas.

Já em 2013, pelo Inter, ganhou o Campeonato Gaúcho, foi muito mal no Brasileirão e terminou eliminado na Copa do Brasil. Resultado: perdeu o emprego após 52 jogos – sendo 25 vitórias, 18 empates e 9 derrotas.

Seria Dunga um injustiçado? Sujeito honesto, decente, vencedor e rejeitado. Como explicar?

Para a CBF, pouco importa. Afinal, o perfil está traçado, basta ser gaúcho, falar grosso, colecionar alguns títulos e muitos desafetos na imprensa. Qualquer semelhança não pode ser mera coincidência.

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