Se você tem ou poderá ter aquele dinheiro extra e pretende investir, é conveniente se atentar para as características pessoais e o tipo de aplicação a ser realizada para não se dar mal. Afinal, o ideal é ver seu sagrado dinheiro ganhando “gordura” no banco. Mas, conforme especialistas, a falta de informação sobre os tipos de papéis disponíveis continua sendo o maior obstáculo à boa performance em aplicações financeiras (leia mais aqui).
Mas para encontrar ‘saúde financeira’ fora da tradicional e consagrada caderneta de poupança, o investidor precisa levar em conta alguns macetes e, claro, princípios básicos. Os principais elementos não são de natureza técnica e financeira, ao contrário do que possa imaginar quem está desacostumado com a “sopa de letrinhas” de investimentos.
São tantos os formatos entre fundos de renda fixa e variáveis que o consumidor tradicional não só se confunde como também, em sua maioria, não tem a menor ideia da diferença entre os “papéis”. Na hora de decidir pela aplicação, os especialistas das instituições financeiras levam em conta critérios que formaram, há anos, no mercado uma espécie de cartilha de bons procedimentos.
Conversa
E, para começar, o cliente precisa saber que uma boa conversa com seu gerente é fundamental. É dela que o gerente de banco vai formar o perfil do cliente. O economista bauruense Carlos Sette costuma repetir que “em matéria de economia não só a busca de informação sobre como andam os indicadores no dia a dia, mesmo os mais objetivos, como taxa de juros, é importante, mas também o papo frente a frente com o agente financeiro”.
Para o superintendente regional de varejo do Banco do Brasil (BB), Fabrício Mariano Ferreira, esta conversa não é somente importante, ela é essencial. “O primeiro ponto, sem dúvida, é observar o perfil do cliente, se é conservador, moderado ou agressivo. Isso porque o direcionamento do investimento será realizado de acordo com o risco, expectativa de rentabilidade e liquidez que o cliente espera”, aborda.
Calma, não é bicho papão. Nessa conversa inicial, reforça Vanderson Vieira Fred, gerente do mesmo segmento pela Caixa Econômica Federal (Caixa), é que a sensibilidade do gerente da agência estará a serviço do que precisa o cliente, ou qual a opção adequada no seu modo de ver o mundo dos negócios em aplicações financeiras.
“Trocando bem em miúdos, o cliente quer saber quanto o dinheiro dele vai dar de retorno (rentabilidade), em quanto tempo (regras de prazo de investimento), o que vai acontecer se ele precisar desse dinheiro amanhã ou dentro de um certo prazo mínimo e se ele vai conseguir resgatar esse dinheiro com facilidade (liquidez)”, explica Fred.
Assim, cada banco tem uma estratégia diferente para oferecer ao cliente. E, para algumas aplicações, algumas regras fazem diferença na hora da escolha. Por exemplo: “A Caixa é o único banco que garante 100% do investimento na poupança, e muita gente não sabe disso”, destaca Vanderson.
Beabá da aplicação
Não há segredo que sobreviva no mundo das aplicações financeiras para o cliente. Basta perguntar. Você pode até não saber o que é uma LCI e qual sua diferença para uma LCA (veja quadro explicativo na página 5), mas se tiver paciência para conversar com seu gerente, não terá dificuldade.
É do hábito de lidar com as informações sobre economia que cada pessoa vai ampliando oportunidades, inclusive para ganhar mais dinheiro. Muitos não sabem, por exemplo, que é regra no Brasil que todos os bancos garantem o pagamento de qualquer investimento em até R$ 250 mil. Esta garantia, estipulada pelo sistema no País, é dada pelo chamado Fundo Garantidor de Crédito.
Somente a partir de R$ 250 mil é que o cliente precisa levantar mais informações sobre risco e liquidez na hora de decidir onde e como aplicar seu dinheiro.
Para o economista Fernando Pinho, o investidor de pessoa física, para quantias pequenas em se tratando de mercado financeiro, deve apostar no trivial, mesmo que a opção seja considerada conservadorismo em excesso. E isso se chama poupança. “Não dá para fazer pirotecnia, fazer variação com investimentos para valores reduzidos. Isso é para grandes volumes de recursos. A maior parte das pessoas tem pouco dinheiro para poupar e a poupança, para o depósito daquela sobrinha mensal, quando ela acontece, é o melhor negócio. E não tem risco nenhum”, comenta.
A defesa da poupança é simples. “A maioria terá condição de aplicar pequenos valores e, neste caso, essa pessoa não terá também condição de deixar esse dinheiro aplicado por mais de um ano. Isso é perfil básico do pequeno investidor. Nesse caso, para um cenário de economia com cenário incerto e resultados ruins para produção e emprego no País neste momento e para o próximo ano, o remédio é: poupe, guarde algum dinheiro na poupança”, opina Pinho.
De outro lado, o especialista em mercado financeiro lembra que, da mesma forma, esse pequeno investidor não tem disponibilidade e nem informação financeira para realizar variações em investimentos de maior prazo. “A rentabilidade depende do prazo. Quanto mais tempo você poder deixar o dinheiro parado no banco, mais bons negócios o banco poderá lhe oferecer. Mas o público que mexe com pequenos valores não tem essas informações sobre os tipos de papéis porque nem pode deixar o dinheiro aplicado com prazos maiores, como a partir de dois anos, por exemplo”, complementa.
Neste caso, Fabrício Mariano, do BB, confirma: “O tempo que o cliente investidor deixará os recursos aplicados pode ser decisivo na escolha da melhor opção”, situa. Levando-se em conta as informações básicas a respeito do perfil do cliente, o executivo do Banco do Brasil sugere a poupança como “a melhor alternativa para valores de até R$ 10 mil, pois é um negócio com a máxima segurança e rentabilidade compatível com o valor investido”.
Segundo ele, para aplicações de até R$ 30 mil, a Letra de Câmbio Imobiliária (LCI) é ótima opção. “É um investimento livre de Imposto de Renda”, defende. Vanderson Vieira, da Caixa, complementa: “Você precisa saber de forma clara quanto o banco paga, a rentabilidade. No caso da LCI, por exemplo, pergunte qual o percentual. No caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB), peça para o gerente fazer a conta também. E se for aplicação com pagamento de Imposto de Renda, faça de novo a conta”.
Não há segredo que sobreviva no mundo das aplicações financeiras para o cliente. Basta perguntar. Você pode até não saber o que é uma LCI e qual sua diferença para uma LCA (veja quadro explicativo na página 5), mas se tiver paciência para conversar com seu gerente, não terá dificuldade.
É do hábito de lidar com as informações sobre economia que cada pessoa vai ampliando oportunidades, inclusive para ganhar mais dinheiro. Muitos não sabem, por exemplo, que é regra no Brasil que todos os bancos garantem o pagamento de qualquer investimento em até R$ 250 mil. Esta garantia, estipulada pelo sistema no País, é dada pelo chamado Fundo Garantidor de Crédito.
Somente a partir de R$ 250 mil é que o cliente precisa levantar mais informações sobre risco e liquidez na hora de decidir onde e como aplicar seu dinheiro.
Para o economista Fernando Pinho, o investidor de pessoa física, para quantias pequenas em se tratando de mercado financeiro, deve apostar no trivial, mesmo que a opção seja considerada conservadorismo em excesso. E isso se chama poupança. “Não dá para fazer pirotecnia, fazer variação com investimentos para valores reduzidos. Isso é para grandes volumes de recursos. A maior parte das pessoas tem pouco dinheiro para poupar e a poupança, para o depósito daquela sobrinha mensal, quando ela acontece, é o melhor negócio. E não tem risco nenhum”, comenta.
A defesa da poupança é simples. “A maioria terá condição de aplicar pequenos valores e, neste caso, essa pessoa não terá também condição de deixar esse dinheiro aplicado por mais de um ano. Isso é perfil básico do pequeno investidor. Nesse caso, para um cenário de economia com cenário incerto e resultados ruins para produção e emprego no País neste momento e para o próximo ano, o remédio é: poupe, guarde algum dinheiro na poupança”, opina Pinho.
De outro lado, o especialista em mercado financeiro lembra que, da mesma forma, esse pequeno investidor não tem disponibilidade e nem informação financeira para realizar variações em investimentos de maior prazo. “A rentabilidade depende do prazo. Quanto mais tempo você poder deixar o dinheiro parado no banco, mais bons negócios o banco poderá lhe oferecer. Mas o público que mexe com pequenos valores não tem essas informações sobre os tipos de papéis porque nem pode deixar o dinheiro aplicado com prazos maiores, como a partir de dois anos, por exemplo”, complementa.
Neste caso, Fabrício Mariano, do BB, confirma: “O tempo que o cliente investidor deixará os recursos aplicados pode ser decisivo na escolha da melhor opção”, situa. Levando-se em conta as informações básicas a respeito do perfil do cliente, o executivo do Banco do Brasil sugere a poupança como “a melhor alternativa para valores de até R$ 10 mil, pois é um negócio com a máxima segurança e rentabilidade compatível com o valor investido”.
Segundo ele, para aplicações de até R$ 30 mil, a Letra de Câmbio Imobiliária (LCI) é ótima opção. “É um investimento livre de Imposto de Renda”, defende. Vanderson Vieira, da Caixa, complementa: “Você precisa saber de forma clara quanto o banco paga, a rentabilidade. No caso da LCI, por exemplo, pergunte qual o percentual. No caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB), peça para o gerente fazer a conta também. E se for aplicação com pagamento de Imposto de Renda, faça de novo a conta”.
FALA-POVO
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