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Tecnologia a favor da terceira idade

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 3 min

Esqueça os smartphones, os aparelhos de última geração e com inúmeras funções: neste mercado que está cada vez mais aquecido o que parece vantagem, na verdade, é desnecessário.

As inúmeras funções acabam se tornando um obstáculo para o público idoso. Quem já passou dos 60 anos quer mesmo um bem fácil de utilizar. De preferência com flip, basta abrir ou mover para cima e conseguem atender a chamada. Números e botões pequenos nem pensar. Precisam estar configurados com letras grandes para facilitar a visualização. A programação de teclas, para facilitar o chamado dos familiares, também é essencial.

E agora, uma novidade cada vez mais incorporada aos novos hábitos: telefone com tecla de emergência. Para usar, basta apertar um único botão na parte traseira do celular.

Melhor preço

Não bastasse isso, alguns modelos de celular possuem sensor de queda. Se o idoso cair e estiver com o celular no bolso, por exemplo, o movimento brusco é detectado e o aparelho faz uma ligação para um número pré-configurado. Claro que, se derrubar inadvertidamente  o aparelho, a chamada vai ser feita também... mas é melhor isso a alguém cair dentro de casa e ficar sem socorro, não é mesmo?

E há mais uma vantagem: esse tipo de aparelho, justamente por oferecer menos recursos, custa mais barato. Enquanto os chamados de última geração com múltiplas funções estão entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00 em média (cotação de junho), pode-se adquirir um específico para idosos por preços que variam de R$ 300,00 a R$ 700,00.

Modelos específicos

São vários os modelos e as quatro operadoras de celulares do País têm desse tipo. Quando não têm a pronta entrega, é fácil escolher um deles e fazer o pedido, com entrega em média de sete dias. A compra também pode ser feita pela internet.

Nesse caso, o comprador pode ter a orientação do vendedor da loja, de amigos, ou ele próprio acessar  um site de busca, por exemplo. Durante a “navegação”, a própria pessoa vai escolher o que melhor se adapte à sua necessidade.

E navegar pela internet, também já não é problema para essa faixa etária.  Todas as escolas de informática da cidade oferecem possibilidade de iniciação à informática para pessoas com mais de 60 anos. E em muitos casos é possível contar com aulas personalizadas, até em casa.

Enquanto um curso básico sai por R$ 30,00 a hora-aula (normalmente são necessárias pelo menos 12 aulas, duas vezes por semana, com turmas de no máximo cinco pessoas), em casa, claro, o custo sobe. O preço médio por hora sai a R$ 90,00. Mas também por ser personalizado, a eficácia é bem maior. E com um mínimo de cinco aulas, uma por semana, pelo menos, o aluno já sai navegando.

Além disso, as universidades e várias entidades e também oferecem cursos de informática voltados para esse público. E em muitos casos são aulas gratuitas. E a demanda é grande. Afinal, como se sabe, em 2013 o Facebook apresentou o maior nicho de crescimento de navegação entre o público da terceira idade.

Os maiores de 65 anos aumentaram 4% nos EUA em relação a 2012. No Brasil, estima-se que não seja diferente. O número de pessoas com mais de 65 anos abrindo contas no Facebook cresce muito, mas não há um levantamento específico. O que se sabe é que há uma grande verdade: nos dias de hoje, os filhos não apenas convivem com seus pais nas redes sociais, mas também com seus avós (leia mais aqui).


Navegação aumentada

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, entre 2005 e 2011, mais de 5,6 milhões de pessoas com 50 anos ou mais passaram a ter acesso à rede de computadores. Hoje  a camada mais idosa ainda é a que menos acessa a rede, mas os números são expressivos, com cerca de 18,4% em 2011.

Já em 2005, essa proporção era de apenas 7,3%. A procura pelo conhecimento por parte dos idosos está atrelada à questão da necessidade, como por exemplo, se atualizar para o mercado de trabalho e declarar Imposto de Renda.

 

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