Quioshi Goto |
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Jorge Guerra foi armador da seleção em sua maior conquista, o Pan de 1987 contra os Estados Unidos de David Robinson |
Cinco titulares, todos da seleção brasileira. Essa é uma das formações possíveis no Paschoalotto/Bauru da temporada 2014/15. Com as contratações realizadas na última janela de transferências, incluindo o anúncio feito anteontem do acerto com o ala/pivô Jefferson William, o elenco do técnico Guerrinha ganhou força e vem cotado não só ao bicampeonato paulista, defendendo o título conquistado em 2013, mas também ao troféu do Novo Basquete Brasil (NBB), competição prevista para começar em novembro e terminar em maio de 2015.
Dos jogadores do atual elenco, quatro estão atualmente na seleção: o armador Larry Taylor, o ala Alex Garcia, o ala/pivô Jefferson William e o pivô Rafael Hettsheimeir. Os dois primeiros foram convocados pelo técnico Rubén Magnano diretamente para a disputa do Mundial na Espanha, a partir de 30 a de agosto, enquanto Hettsheimeir e Jefferson estão com o grupo que disputa o Sul-Americano da Venezuela, no fim deste mês. Como o treinador do Brasil ainda deixou duas vagas em aberto, eles podem ser convocados e Bauru teria assim até quatro atletas no Mundial.
Outro jogador que estava na seleção do Sul-Americano é o armador Ricardo Fischer. Convocado pela primeira vez depois de duas boas temporadas em Bauru, ele acabou cortado após uma lesão na coxa constatada durante os treinamentos já com o elenco da seleção. De volta a Bauru, a previsão é que jogue o Paulista normalmente. O último atleta do time de Guerrinha que já vestiu a Amarelinha é o pivô Murilo Becker. Apesar de não estar sendo chamado por Magnano nas últimas listas, era nome constante na década passada. Com a vinda de Jefferson, até sobram jogadores selecionáveis na formação bauruense.
Assim, quando Guerrinha – ele mesmo ex-armador da seleção nos anos 1980 e 1990, campeão do Pan de 1987 diante dos EUA – escalar o time escolhendo cinco entre Ricardo Fischer, Larry Taylor, Alex Garcia, Jefferson William, Murilo Becker e Rafael Hettshemeir, estará colocando em quadra, sem exagero, uma seleção.
E ainda tem como opção o norte-americano Robert Day, perito nos chutes da linha dos três pontos e que pode pintar como titular, colocando um dos selecionáveis no banco. Ele se junta ao jovem Gui Deodato e ao pivô Thiago Mathias, que completam, no papel, o melhor elenco do NBB.
Amistosos
Bauru realizou nesta terça-feira (22) o primeiro de dois amistosos marcados contra o Paulistano, no Ginásio Antônio Prado Jr., em São Paulo. Com o placar sendo zerado a cada virada de quarto, os times jogaram às 18h e voltam a se enfrentar hoje, às 11h. As partidas servem como preparação para o Campeonato Paulista, que começa no dia 7 de agosto, quando o Dragão estreia contra o Palmeiras, na Capital. “Será importante para dar mais ritmo de jogo aos nossos atletas”, diz Guerrinha.
Patente alta!
O ala Gui Deodato, único jogador desde o primeiro dia do atual time profissional do Bauru, em 2008, diz que espera uma temporada promissora. “Fiquei feliz com a chegada de todos, é um grande time que está se formando. Vou brigar pelo meu espaço”, salienta. Em junho, Gui integrou a seleção brasileira militar, campeã do Torneio Militar da França, competição que serve de preparação para os Jogos Mundiais Militares de 2015. “Para mim foi uma constante evolução”, avalia Gui, que é 3º sargento do Exército, mesma patente do ex-bauruense Fernando Fischer.
Alex: ‘A gente sabe que isso não ganha título’
Para o ala Alex Garcia, que foi contratado junto ao Brasília, o fato de Bauru estar montando uma ‘seleção’ deve ser visto com naturalidade. “A gente conversa com as pessoas e todos estão falando do time de Bauru, da montagem que está sendo feita. Isso é bom, mostra respeito, mas fica lá fora. A gente aqui dentro sabe que isso não ganha título, não garante resultado. Primeiro a gente tem que trabalhar”, comenta Alex, que só fará sua estreia pelo Dragão em setembro, já nos playoffs do NBB, após retornar do Mundial, a exemplo de Larry Taylor.
A última vez que o técnico Guerrinha ficou perto de escalar um time “recheado” de selecionáveis foi no Brasileiro de 2002. Na ocasião, já tinham passagem pela seleção o armador Raul Togni, o ala Vanderlei e os pivôs Josuel e Brasília – destes, apenas Raul não era titular. Em seu lugar, jogava o jovem Leandrinho, que seria convocado pelo então técnico do Brasil, Hélio Rubens, logo após a conquista do título. Porém, neste momento, boa parte do plantel acabaria saindo de Bauru, com o anúncio do corte de verba da Tilibra/Copimax, e apenas Leandrinho e Brasília acabaram jogando mais uma temporada na cidade.
Desfalque
Se ter um time cheio de “estrelas” impõe respeito nos adversários e anima a torcida, por outro lado os desfalques são muitos em época de convocação. Só agora, são quatro atletas servindo a seleção: Rafael Hettsheimeir e Jefferson William na equipe que vai para o Sul-Americano e Alex Garcia e Larry na equipe do Mundial.
“Para o começo do Paulista, vamos dar bastante rodagem para os atletas mais jovens. É uma fase difícil, pois temos cinco times muito fortes em uma chave que passam quatro, sendo que a colocação também pesa para o primeiro playoff”, destaca o técnico Jorge Guerra, o Guerrinha.
