As duas caixas-pretas do Boeing-777 da Malaysia Airlines que caiu na última quinta-feira no leste da Ucrânia serão analisadas por especialistas britânicos.
A informação foi anunciada nesta terça-feira (22) pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Segundo ele, as autoridades holandesas solicitaram que os arquivos das caixas-pretas sejam periciadas por especialista baseados em Farnborough, no condado de Hampshire.
Será o primeiro passo para uma “análise internacional” das caixas-pretas para tentar saber o que ocorreu com o avião que fazia a rota Amsterdã (Holanda) - Kuala Lumpur (Malásia). Ao todo, 298 pessoas estavam a bordo da aeronave - não houve sobreviventes.
As caixas-pretas foram entregues na noite de anteontem pelos líderes separatistas pró-Rússia, que controlam a região de Donetsk, onde caiu o avião (mais precisamente na área da cidade de Torez).
Eles são acusados pelos Estados Unidos e a Ucrânia de terem abatido o avião por meio de um míssil disparado do solo. Os rebeldes negam.
200 corpos
O trem que chegou a Kharkov, no leste da Ucrânia, ontem carregava 200 corpos de vítimas do voo MH17, e não 282 como havia sido anunciado anteriormente. Segundo Jan Tuinder, que chefia os peritos, não há dúvidas de que o número é 200.
O trem foi liberado pelos rebeldes separatistas pró-Rússia da cidade de Torez, área na região de Donetsk, controlada por eles. Foram 17 horas de viagem entre anteontem e ontem até Kharkov, cidade sob poder do governo ucraniano.
O relato de que, na verdade, os vagões levaram 82 corpos a menos deve aumentar a pressão sobre o grupo separatista, acusado de ter derrubado o avião da Malaysia Airlines, que ia de Amsterdã (Holanda) a Kuala Lumpur (Malásia). Ao todo, 298 passageiros estavam a bordo.
Os rebeldes dominaram o acesso ao local e receberam críticas por terem alterado a área dos destroços, onde caíram inclusive pedaços da fuselagem. Os separatistas controlaram, por exemplo, o resgate dos corpos e o transporte para a estação de trem de Torez, a 70 km de Donetsk.