Economia & Negócios

BC prevê que inflação deve ceder no futuro, caso Selic se mantenha

Folhapress
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A inflação ainda deve manter-se resistente nos próximos trimestres, mas tende a convergir para a meta no futuro, se a taxa básica de juros, a Selic, não for reduzida. Esse é o cenário previsto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A avaliação foi divulgada nesta quinta-feira (24) na ata da última reunião do comitê, que decidiu na semana passada manter a Selic em 11% ao ano. As informações são da Agência Brasil.

"O comitê antecipa cenário que contempla inflação resistente nos próximos trimestres, mas, que, mantidas as condições monetárias -isto é, levando em conta estratégia que não contempla redução do instrumento de política monetária [taxa Selic]- tende a entrar em trajetória de convergência para a meta nos trimestres finais do horizonte de projeção".

Na avaliação do Copom, as pressões inflacionárias tendem a arrefecer ou, até mesmo, se esgotarem. O Copom cita como exemplos de pressões inflacionárias o aumento de preços domésticos, em alinhamento com os internacionais, e a alta dos preços administrados para acompanhar os livres. Para o comitê, os ganhos salariais incompatíveis com o aumento da produtividade também são um fator de pressão sobre a inflação.

Por conta dessas pressões, o colegiado diz que a inflação ainda mostrou resistência nos últimos 12 meses e para combatê-las, o Copom lembra que a taxa Selic foi elevada por nove vezes seguidas, até a reunião de abril. Em maio e julho, o Copom optou por manter a Selic em 11% ao ano.

Para o comitê, o efeito dessas elevações na inflação, "em parte, ainda estão por se materializar". "Além disso, é plausível afirmar que, na presença de níveis de confiança relativamente modestos, os efeitos das ações de política monetária [decisões sobre a Selic] sobre a inflação tendem a ser potencializados", acrescentou.

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