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Grevistas fazem piquete na USP de Bauru

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Grevistas bloquearam as entradas da FOB, no início da tarde desta sexta-feira, para protestar contra o corte de ponto

Cerca de 70 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru, que estão em greve há 57 dias, promoveram hoje (25) um piquete nas duas entradas do estacionamento da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) das 11h45 até as 15h. O ato seguiu pacificamente e teve o intuito de protestar contra o corte de ponto que, para os manifestantes, é restrição aos direitos de greve e manifestação.

De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP de Bauru (Sintusp), Neli Wada, um documento foi feito pela procuradoria jurídica da USP esta semana para orientar os diretores das unidades  sobre as possibilidades de registro de faltas, o que leva ao desconto nos salários dos manifestantes.

“Quando soubemos que ficaríamos sem salário resolvemos partir para uma atividade mais radical e decidir fazer o bloqueio de carros para eles sentirem que não estamos brincando. Temos aqui tantas irregularidades e agora eles querer cortar o nosso ponto? ”, contesta.

Para Ricardo Nogueira, que faz parte do comando de grevistas do Sindicato e é funcionário do Hospital Centrinho há 9 anos, a atitude de cortar o ponto foi inconcebível. “O direito de greve é constitucional e está garantido por lei. Nós estamos lutando pelos nossos direitos. Não estamos aqui brincando e nem fazendo farra. Os nossos salários precisam ser preservados para o sustento da nossa família. Isso é um absurdo. É inconcebível”, disse.

Após o bloqueio das entradas do estacionamento, a diretoria da FOB, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais  da Universidade de São Paulo (HRAC- Centrinho)  e a Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B) realizaram uma reunião para decidir se o corte de ponto dos servidores permaneceria.

Segundo a assessoria de imprensa da USP, após três horas de reunião, as três diretorias decidiram continuar com o corte de ponto e comunicaram ao Departamento de Recursos Humanos os dias não trabalhados dos servidores em virtude de greve.

A decisão permanecerá, de acordo com a assessoria, devido à  determinação da Reitoria da Universidade de São Paulo.

Leia a reportagem completa na edição impressa do JC  deste sábado (26).

João Rosan

Manifestantes no aguardo da reposta da diretoria da USP quanto ao corte de ponto; reunião começou após o piquete

 

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