Um jogo que permanece há décadas (já é centenário) com poucas alterações significativas é, com certeza, um sucesso. Porém, esse sucesso não pode perpetuar uma "fórmula", pois, como em tudo na vida, as mudanças tendem ser benéficas. E o futebol precisa mudar.
Com a evolução da preparação física (o homem cada vez mais próximo de uma máquina) os espaços diminuíram e o jogo perdeu em qualidade técnica, tornando-se vigoroso, uma arena onde os mais fortes sobrevivem e não os mais talentosos. A Fifa padronizou o tamanho do campo (comp. 90m.- 120 m. e larg. 45m.- 90 m.), os 11 (onze) jogadores estão cada vez mais espremidos no campo e sobressaem os mais fortes, os polivalentes (vide o nosso atacante Hulk), em detrimento dos mais habilidosos.
Já houve sugestões para que o número de jogadores fosse reduzido para 10 (dez) a fim de criar espaços no campo para melhor desenvolvimento do jogo. Na década de 70 existia a Liga Pirata Americana dos Estados Unidos e como os norte-americanos sempre apresentam alguma inovação, tiveram a ideia de mudar a lei do impedimento, dividindo o campo em 4 (quatro) partes e aplicando a lei do impedimento apenas em 1/4 do total do gramado (frente da grande área, grande área e gol), ficando 3/4 livre independente dessa lei, permitindo mobilidade de jogo e diminuição de jogadas truncadas que enfeiam o futebol.
Quando falo em 3/4 da não aplicação da lei do impedimento, poderíamos pensar em 2/3 ou em outras variantes. Tudo é uma questão de testes. A Liga Pirata de Futebol Americana não foi adiante e a ideia morreu. Seria, em minha opinião, um avanço para o futebol. Outro avanço que pode tornar o jogo mais dinâmico é a reposição do Tiro de Meta poder ser feito em qualquer lugar da grande área (atualmente é permitido apenas na risca da pequena área).
Odair Laerte Rossetto