Política

Quantos votos os candidatos da região precisarão?

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Uma eleição é sempre diferente da outra. Para eleger seus candidatos a deputado, os partidos políticos, rearranjam em coligações e alteram os cenários. A criação de novas agremiações também pode influenciar. É possível, contudo, estimar a quantidade mínima de votos que postulantes a parlamentares precisam, com base no pleito de 2010. PDT e PV são as siglas que exigiram menos para garantir vitórias à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, respectivamente.

 

Na última eleição, dos 73 deputados federais paulistas, apenas três eram pedetistas. Contudo, o menos votado precisou receber apenas 42.743 votos para chegar a Brasília. À época, a sigla foi beneficiada pela boa votação de Paulinho da Força, que abandonou a legenda para fundar o Solidariedade, no ano passado, e grande quantidade de candidatos com desempenhos mediados.

 

Para tentar repetir o feito, em 2014, o PDT espera votação ainda maior do deputado estadual Major Olímpio, que disputará uma vaga no Congresso Nacional. Em Bauru, o vereador Fabiano Mariano é o candidato a federal do partido, que, mais uma vez, não fechou coligações proporcionais.

 

Já na eleição para a Assembleia Legislativa, o PV foi a legenda que exigiu menos votos na eleição anterior: 41.623. Foram nove deputados estaduais da sigla eleitos e o candidato Clodoaldo Gazzetta não garantiu cadeira por diferença de 5.177 votos.

 

Nessa eleição, o verde resolveu se candidatar a federal e, se o cenário fosse idêntico ao de 2010, precisaria de, pelo menos, 70.611 votos para sair vitorioso. Para estadual, o PV lançou a ex-prefeita de Pederneiras, Ivana Camarinha.

 

DIFÍCIL

 

O PSOL, por sua vez, foi o partido que exigiu maior número de votos tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal: 100.808 e 189.014, respectivamente. A sigla elegeu apenas um representante para cada uma das siglas legislativas. 

 

Apesar dos extremos, a média da votação mínima para um partido eleger um deputado estadual foi de 61.164 em 2010. Para federal, o corte médio foi de 88.230 votos.

 

COMPARATIVOS

 

Único deputado da cidade eleito em 2010, Pedro Tobias (PSDB) poderia ter garantido sua vaga na Assembleia com apenas 66.412, mas obteve mais de 198 mil. Já Carlos Octaviani (PMDB), que concorreu a federal, teve 52.740 votos. Na época, quando estava filiado ao PP, teria vencida por pouco mais de 12 mil votos.

 

Já Estela Almagro (PT) e Roque Ferreira (PT) receberam 29.660 e 16.749 votos, respectivamente, à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. O corte para a coligação do partido em 2010, no entanto, foi de 68.202 para deputado estadual e 110.207 para federal.

 

Entenda a conta

 

Na eleição para deputados, há um número chamado quociente eleitoral. Ele estabelece quantos votos um partido ou coligação precisa receber para conseguir eleger cada candidato. Esse número é resultado da soma dos votos válidos - desconsiderados os nulos e brancos -, dividido pela quantidade de vagas disponíveis na Câmara Federal ou nas Assembleias Legislativas. Em seguida, esse quociente é dividido pelo número de votos obtidos por cada partido. O resultado dessa conta é o número de cadeiras ao qual cada sigla terá direito. Os partidos também podem se organizar em coligações. Se A e B formam uma aliança, os votos das duas legendas seriam somados para o cálculo. Neste ano, por exemplo, foram formadas algumas coligações: PMDB/PP/PSD/PROS; PT/PCdoB;  PSDB/DEM/PPS; e PSOL/PSTU. A maioria das siglas, porém, preferiu disputar a eleição desse ano de forma isolada no pleito para deputados.

 

 

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