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Tá valendo! Domingão daqueles

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Corinthians e Palmeiras entram em campo hoje para o primeiro clássico do Itaquerão (que insistem chamar de Arena Corinthians; acho Itaquerão mais...Corinthians!).

 

Será “El dérbi”. Assim, com sotaque portunhol mesmo. Afinal, são dez gringos na disputa: Ángel Romero (que é a cara – e o cabelo – do Menudo Ray Reyes), Lodeiro (que esbarrou na documentação), Guerrero e Ramírez (a caminho do Botafogo) formam o quarteto do Timão. Além de Victorino, Fernando Tobio (que tem nome de Menudo), Eguren, Mendieta, Mouche e Allione, no Verdão - este último é o reforço mais recente do time comandado por Gareca, também argentino (que estou em dúvida se é a cara do Iggy Pop, do Odair José ou do Fittipaldi).

 

Um jogo para técnico de Seleção Brasileira e argentina assistirem. Por falar nisso, e o Dunga, hein? Primeiro se revelou agente e, agora, descobriram sua faceta de sonegador. Dunga, o zangado, faturou mais de R$ 400 mil com a transferência de um jogador em 2004 e movimentou conta no Exterior em 2002, sem pagar imposto – sua dívida com o Leão supera os R$ 900 mil. Aprendeu rápido.

 

Voltando ao Brasil de verdade, vamos ao Brasileirão. Hoje é domingo de futebol total e te dou pelo menos três bons motivos para isso: teremos a reestreia de Kaká no São Paulo, o clássico carioca entre Botafogo e o Flamengo de Luxemburgo, além, claro, do Corinthians recebendo o Palmeiras em sua casa própria.

 

Jogando a metade daquilo que o levou à Europa, Kaká conseguiu reforçar o Tricolor de Muricy. Vai dar liga?

 

Já Luxemburgo, mesmo sendo o “plano D” da diretoria rubro-negra, é melhor do que Ney Franco. Terá que provar.

 

E quanto a Corinthians e Palmeiras, Mano sai na frente, pois teve a parada da Copa para bolar um esquema. Será que funciona em clássicos também?

 

É ver para crer. Clássico é assim, cada um com sua força e sua fraqueza. Chega parecer um jogo de ‘joquempô’, apreciado pelo gremista Humberto Gessinger. Pedra, papel ou tesoura? Pedra quebra tesoura. Tesoura corta o papel. Papel embrulha a pedra. Um ciclo, sem vencedor absoluto. Sem hegemonia. Cada um com sua força e sua fraqueza. Até parece fácil, mas não é. Está aí o quarto motivo para um domingo de futebol total.

 

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