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México promove reforma para abrir setor de energia

Folhapress
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Nacionalizar o petróleo mexicano, em 1938, foi o ápice do governo nacionalista do presidente Lázaro Cárdenas (1934-1940). Numa gestão conhecida por aprofundar os ideais da Revolução Mexicana (1910), Cárdenas fez do petróleo um símbolo da soberania nacional, sobre o qual se apoiou o poderio hegemônico do Partido Revolucionário Institucional, que governou o país de 1929 até 2000.

Bloomberg

Entre as expectativas do governo está o aumento da capacidade produtiva industrial com o barateamento dos custos da energia

Agora, o país toma rumo contrário, ironicamente levado pelas mãos do mesmo PRI. Até o fim de julho, o Congresso deve aprovar a regulamentação da alteração constitucional promovida pelo presidente Enrique Peña Nieto que prevê a abertura, para o investimento privado da exploração, produção e transporte de petróleo e gás natural.

A poderosa (Petróleos Mexicanos) passará a ser só uma entre várias empresas nacionais e estrangeiras que poderão entrar no mercado.

"Trata-se da reforma mais ousada e profunda da exploração de riquezas naturais na América Latina e que deve catapultar a economia mexicana", diz à Folha Peter Schechter, diretor de América Latina do Atlantic Council.

O projeto já foi aprovado pelo Senado e agora deve passar pelos deputados, onde o governo confia que tem maioria, com os deputados do PRI e do conservador PAN (Partido da Aliança Nacional). O Congresso ainda deverá aprovar leis secundárias que regularão os contratos.

Entre as expectativas do governo estão o aumento de até 2% do PIB, a geração de 500 mil empregos, o aumento da capacidade produtiva industrial com o barateamento dos custos da energia, um investimento estrangeiro direto de US$ 40 bilhões anuais em 2018 e a redução dos custos da luz e da água para os mexicanos. Além da sonhada autonomia energética.

"O México está dando passos para crescer com vigor não só nos próximos meses, mas nos próximos anos e décadas", disse o ministro da Fazenda, Luís Videgaray.

Na leitura do governo, a se tornou uma instituição obsoleta, com seus mais de 150 mil empregados e falta de recursos para investir. Nos últimos anos, o México, sétimo gigante energético do planeta, vinha importando 30% do gás e 49% da gasolina que consumia.

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