Tribuna do Leitor

Greve na USP


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Sexta-feira, dia 25/07/2014, me dirigi à Faculdade de Odontologia de Bauru, onde trabalho, simplesmente para ir ao banco. Fui impedido de entrar na universidade pois os portões haviam sido fechados por grevistas. Nisso, uma senhora veio em minha direção dizendo "se eu estava cego" por não ver a faixa impedindo a entrada. Disse que gostaria de entrar pois trabalho lá. Assim, essa "distinta" senhora (dona Neli Wada, diretora do SINTUSP), com toda educação que lhe é peculiar, disse: "Você é um parasita, nunca trabalha e quer trabalhar hoje". Pois bem, Dona Neli, vamos às respostas que lhe cabem.

1- se a senhora acha que sou um parasita, acompanhe somente um dia da minha atividade profissional na universidade e a senhora verá quem é verdadeiro parasita, eu ou tipos como a senhora que escondem sua incompetência atrás de um sindicato por anos... 2- a senhora disse que eu não conhecia a Constituição que diz que greve é um direito. É verdade, dona Neli, greve é um direito mesmo. Mas se a senhora conhecesse a Constituição saberia que o Artigo 1 diz: "Todo cidadão tem o direito de ir e vir"... Mas seria pedir demais que a senhora soubesse disso. Portanto, ilustre dona Neli, quando a senhora e seu amigos quiserem fechar novamente um portão, feche o da sua casa, esse você tem o direito de abrir e fechar quando lhe convir.

Pedro César Garcia Oliveira,

professor da FOB-USP

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