Aceituno Jr |
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DURO DE VER - Jogo no Edmundo Coube, com seu gramado ralo e cheio de buracos, teve poucas chances de gols |
Parquinho e Geisel não fizeram gols, neste domingo (27), na disputa regada a muito frio e vento gelado pela penúltima rodada da terceira fase Copa Semel do Futebol Amador de Bauru. O resultado garantiu ao Geisel a classificação antecipada às semifinais com uma rodada de antecedência.
Para o nível de boa parte dos atletas, com jovens com capacidade técnica acima da média do Amadorzão, o estado do gramado do novo Estádio Edmundo Coube, no Jardim Araruna, pode ser apontado como o maior culpado para o jogo ruim, abaixo da expectativa.
Em futebol o costume é achar culpa. No caso do duelo no Edmundo Coube, a bola quicou por buracos o tempo todo. Por esta razão, o zero a zero foi uma espécie de protesto contra o péssimo campo de jogo para a prática do futebol.
Geisel e Parquinho mostraram vontade. Era de cansar os olhos observar a correria dos jovens em campo. Com mais técnica disponível em seu plantel que o adversário, o Parquinho começou melhor. Logo aos 5 minutos, Juninho arrematou de fora da área, rasteiro, após boa troca de passes e exigindo boa defesa de Murilo, do Geisel.
Logo depois, o rápido e franzino Lequinha recebeu boa enfiada no meio da zaga adversária e chegou a driblar o goleiro, mas errou na finalização. E se Lequinha disser que o gramado o atrapalhou na hora de finalizar terá boa dose de razão.
Aos 20 minutos, o zagueiro Denis atropelou o atacante Papelão. O Geisel reclamou que a falta foi fora da área, mas o árbitro Rogério Gustavo Garcia assinalou pênalti. Alisson bateu no canto, mas a bola levantou um pouco do chão. Murilo foi na bola e espalmou. No rebote, Lequinha cabeceou fraco, para nova defesa do bom goleiro do Geisel.
A partir daí, a torcida reagiu e o Geisel tentou incendiar a partida na base da vontade. Mas o time do técnico Dinão vivia, basicamente, de bolas alçadas na área. Quem tentava trocar passes e rodar o jogo era o time do Parque Vista Alegre.
E foi na tentativa de brigar contra o gramado e apertar o Geisel com troca de passes rápidos que o Parquinho errou duas bolas e deu chances de contra-ataque. Mas o jogo seguiu truncado e com a construção de jogadas sofrendo o bloqueio do piso do estádio distrital.
Piorou
Na segunda etapa o jogo caiu ainda mais e mesmo as tentativas de jogadas mais plásticas iam, pouco a pouco, sendo engolidas pelo vento e o frio. A partida começou, então, a ter jogadas com mais displicência. Em uma delas, Mineirinho escapou de ser expulso em carrinho sem necessidade em ataque pela esquerda do Geisel. De novo, o Parquinho perdeu a bola em erro de passe e deu o contra-ataque.
O jogo seguiu sobrevivendo de mais chutões que a primeira etapa e uma sequência de bolas divididas no meio campo, que passou a ser mais povoado pelos dois times. Em uma dessas rachadas, Roger ganhou dos zagueiros do Parquinho e assinalou rasteiro, com perigo, exigindo intervenção de Luiz Gabriel para evitar o gol. Foi a chance mais aguda do Geisel, já aos 25 minutos da segunda etapa.
A partida seguia fria e sem densidade. Até que o lateral Ronny, do Parquinho, esticou a perna um pouco além do que devia em dividida pelo meio com um adversário. Foi um pisão meio desengonçado. Bidi, que havia entrado no jogo pelo Geisel visivelmente inflamado, agrediu Rony e ambos foram para o chuveiro mais cedo.
Mas o episódio fez a partida ficar paralisada por cinco minutos, com invasão de campo dos dirigentes e reservas das duas equipes. No retorno, ainda houve tempo para o Parquinho ter a segunda chance de matar o jogo. Alisson ganhou dos zagueiros no domínio de bola, em cruzamento na área do Geisel, e finalizou de sem pulo. Murilo pegou no reflexo, no susto.
O árbitro Rogério Gustavo, auxiliado por Elson Floriano e Vinicius Costa, terminou a partida aos 48 minutos. Empate sem gols no clássico da rodada. O jogo merecia muito mais. Então, o que faltou aos times? O técnico Elvinho, do Parquinho, disse: “Nós deixamos de tocar a bola, rodar o jogo e fazer a partida ficar fácil para nós”. Dinão, comandante do Geisel, opinou: “Perdemos a posse de bola e vivemos muito do chutão durante a partida. Sem valorizar a bola, não conseguimos as jogadas”.
