Dois filmes de diretores estreantes em longas-metragens foram os maiores vencedores dos prêmios do Festival de Cinema de Paulínia, que terminou na noite deste domingo (27).
"A História da Eternidade", do pernambucano Camilo Cavalcante, levou cinco prêmios da mostra, incluindo melhor filme, diretor, ator (Irandhir Santos), atrizes (Marcélia Cartaxo, Débora Ingrid e Zezita Matos), dados pelo júri, além do prêmio da imprensa, concedido pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).
Já "Casa Grande", do carioca Fellipe Barbosa, ganhou quatro prêmios: roteiro, ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e o prêmio especial do júri.
"A sessão do filme aqui foi emocionante e ainda estou absorvendo tudo isso. Amanhã é que vou entender melhor", disse Cavalcante, ao receber o prêmio de melhor filme. Seu longa-metragem narra três histórias de amor e de sonho ambientadas no sertão pernambucano.
"Casa Grande" é uma crítica social à classe média alta brasileira. A trama acompanha um adolescente carioca às vésperas do vestibular que tem de enfrentar a crise financeira de sua família, residente num condomínio luxuoso na Barra da Tijuca, no Rio.
O público do festival escolheu como melhor filme o drama "Boa Sorte", de Carolina Jabor. O longa narra a descoberta do amor entre um adolescente internado numa clínica psiquiátrica e uma mulher soropositiva (Deborah Secco).
Nas categorias técnicas, os prêmios foram distribuídos entre sete dos nove filmes nacionais da mostra competitiva. Apenas "Infância", de Domingos Oliveira, e o documentário "Neblina", de Fernanda Machado e Daniel Pátaro, não ganharam nada.
Na categoria de curtas-metragens, o maior vencedor foi "O Clube", de Alan Ribeiro, sobre uma casa noturna no centro do Rio que mantém espetáculos de transformistas. A obra levou prêmios de melhor filme segundo o público, o júri, a imprensa e de melhor direção.
O final da cerimônia contou também com homenagem ao cineasta Cacá Diegues ("Bye Bye Brasil")."Quando a gente recebe esses prêmios é porque a gente tá ficando velho. Mas eu vou decepcionar esse pessoal porque eu nunca vou pedir aposentadoria. O que me faz continuar fazendo filmes é o meu grande amor pelo cinema", disse o diretor ao subir ao palco.