Tribuna do Leitor

Bauru, cidade sem limites...


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Nós temos observado que na última década do século XXI Bauru tem crescido por todos os pontos cardeais, já chegando a urbanização nas suas fronteiras. Recebeu milhares de pessoas vindas de todas as partes do mundo com diferentes objetivos. Muitas acabaram fixando residência e tornaram-se bauruenses de coração ajudando na construção de uma cidade que tem problemas como qualquer outra localidade, que cresce rápido e sem um planejamento adequado, com o meio ambiente sofrendo com o avanço deste progresso, a exemplo do que a mídia noticia: tráfico e morte de animais silvestres, poluição, desmatamento, além de homicídios, roubos, ou seja, violência urbana, mas com muitas qualidades e vantagens para viver.

Mas o que queremos focar é a comemoração do dia 1 de Agosto, que não é a fundação de Bauru, mas sim a aprovação da Lei 428 de 1896 assinada por Manoel Ferraz de Campos Sales (presidente do Estado), na qual "O Município do Espírito Santo da Fortaleza passa a denominar-se Bauru, mudando-se a sua sede para esta última povoação" (Artigo 1), ou seja, Bauru torna-se município, autônomo administrativamente. Há indícios de povoamento de terras na região em 1856.

O Patrimônio surgiu por causa de duas doações em 1884, portanto, há mais de 118 anos de existência. Apesar disso. a cidade é relativamente nova e teve vários slogans que tentaram retratar a sua característica. O primeiro foi "Arraial da Boca do Sertão", em meados de 1880- 1890; "Sentinela Avançada do Sertão", referente a 1900-1910; "Metropole Noroestina" ? 1906-1925; "Capital da Terra Branca", entre 1940 a 1980 (Losnak, Celio J. Polifonia Urbana, 2004, p. 54). E no final do século XX e início do XXI temos "Cidade Coração de São Paulo", por ser um centro regional. Em cada época foi marcada por um aspecto que elevava Bauru no sentido do progresso. Vemos que conseguimos alcançar um destaque e importância muito grande em várias áreas como saúde, educação, serviços, comércio. Mas o futuro a todos pertence no sentido de saber o que queremos para Bauru numa cidade que tem os seus limites não só geográficos, mas naturais que precisam ser respeitados para que tenhamos a qualidade de vida que sempre ouvimos ser proclamada. Parabéns, Bauru! Que realmente seja de todos nós.

Professora Marcia Regina Nava Sobreira - colaboradora do JC

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