Nosso idioma não é valorizado pelos brasileiros. Derivado do latim, é de difícil aprendizado pelos estrangeiros, que precisam aprendê-lo para visitar o país ou aqui residir. Em todos os setores, os termos ingleses ocupam o lugar dos que deveriam ser utilizados em nossa língua pátria, por exemplo: WhatApp = o que é que há?; login = ação necessária para acessar um sistema computacional; outleet = venda a varejo, diretamente ao consumidor sem intermediários; top = músicas que estão no topo das paradas; folder = impresso publicitário, prospecto (quando o padre disse após a missa que o folder estava à disposição dos fiéis, na saída da igreja, muitos estremeceram...); flyer = mais pesado que o ar; sale = à venda; full = lotado, completo, ex: a full hour=uma hora inteira, e por aí vai.
Deve ser porque não formamos uma raça homogênea, com habitantes oriundos de outras nações, a começar pelo descobrimento pelos portugueses, que até condenados trouxeram para cá...Ontem assisti a um documentário sobre a aldeia indígena, onde os alemães treinaram para vencer. Ali construíram sua sede de concentração, fizeram uma grande doação em dinheiro ao voltarem à Alemanha, e devem ter ido embora apaixonados, pela beleza da praia e pelos remanescentes de uma tribo que ainda persiste em existir. Devíamos valorizar o nosso idioma, procurar ler (tem gente que detesta) e aprender outros, como a língua inglesa, muito útil quando se visita outro país, pois é universal. Gostei de ler que o nosso governo propôs que seja usado o português para as transações comerciais, bem como a nossa moeda e não mais o dólar, mas certamente esse assunto cairá no esquecimento, como tantos outros. Agradeço a publicação.
Carlota Magalhães