O governo israelense acusou nesta sexta-feira (1) o movimento islamita Hamas e seus aliados de violação flagrante do cessar-fogo na faixa de Gaza, menos de quatro horas após sua entrada em vigor para uma duração de 72 horas.
Pouco antes, fontes médicas palestinas indicaram que oito palestinos haviam morrido em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, pouco depois do início da trégua.
A imprensa israelense acusa o Hamas de continuar com o lançamento de foguetes após o início da trégua humanitária promovida entre as partes pelos EUA e a ONU.
Segundo os veículos de comunicação do país, os disparos dos blindados de combate israelenses nesta sexta-feira foram uma resposta ao lançamento de morteiros de milícias palestinas nas imediações da fronteira.
O cessar-fogo de 72 horas acordado entre o Hamas e Israel entrou em vigor hoje às 8h locais (2h de Brasília), depois que as partes aceitaram um pedido da ONU.
O acordo foi anunciado na noite de quinta-feira (31) pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pelo chefe da diplomacia americana, John Kerry.
O anúncio da trégua se tornou público depois que o enviado especial da ONU à região, Robert Serry, recebeu a confirmação tanto de Israel como do Hamas.
Mais cedo o Ministério da Saúde do território palestino afirmou que o número de mortos por causa da ofensiva está em 1.459, enquanto 8.360 pessoas ficaram feridas nos 25 dias de operação.
O número de mortos supera o registrado durante a operação israelense Chumbo Fundido que, com a morte de 1.450 palestinos, era a mais sangrenta em Gaza desde que o Hamas passou a controlar o território em 2007.