Esportes

Tá valendo! O presente e a saudade

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje é dia de festa. Dia de cortar o bolo, apagar as velinhas e festejar os 118 anos da Sem Limites com muito sanduíche. O esporte local também entra na festa com dois jogos no Ginásio Panela de Pressão: às 16h, amistoso do Paschoalotto/Bauru e, mais tarde, às 19h, partida do Concilig/Bauru pela Copa SP de vôlei feminino.

Tudo de graça. Presente. Sem laços, sem enfeites. Mas esse é o presente que um dia foi apenas um sonho para o futuro.

Paschoalotto/Bauru Basket, Concilig/Bauru (Luso) e FIB (que jogou ontem pela Liga Futsal como fruto da parceria com o São Paulo) são os grandes representantes da cidade nos esportes coletivos. Assumiram o lugar que por décadas foi do centenário Esporte Clube Noroeste.

O rebaixamento no início da temporada foi duro e mais sofrido talvez esteja sendo o período de inatividade até a quarta divisão que só começa no ano que vem. Um silêncio raríssimas vezes percebido no gigante Alfredo de Castilho. Silêncio que para muita gente é a ante-sala do fim. Sinceramente, não acredito nisso. Talvez mais por vontade do que por constatação.

Mas essa sensação não é exclusividade dos noroestinos e ultimamente vem sendo a praga que promete dizimar o futebol no interior paulista. Quem chega até o Paulistão não fica muito tempo. Os times se formam e se desmancham com facilidade. Equipes de vitrine para empresários exporem seus bons e maus jogadores.

Quem se dá bem nessa história é a Federação Paulista de Marco Polo Del Nero, que se beneficia do prejuízo dos outros, adiantando empréstimos e cotas de televisão.

Isso se chama controle, e quanto mais os dirigentes de clubes, grandes ou pequenos, estiverem encoleirados, melhor. Todos se calam.

O Noroeste já não tem Baroninho e Toninho Guerreiro. O Botafogo de Ribeirão Preto não é mais o de Sócrates ou Raí. Para a Ponte Preta de Dicá e Polozzi e o Guarani de Zenon e Jorge Mendonça, praticamente restou a rivalidade entre eles. 

Ficou a saudade. Esse exercício, mesmo que involuntário, de recordar coisas boas quando não sabemos como vencer um silêncio que nada preenche.

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