Não escondo a vaidade,
Ao falar de ti, cidade,
Onde tenho o coração.
Em ti ficou meu umbigo,
Serás também meu jazigo,
Confesso com emoção.
Alhures por onde andei,
Comigo teu nome levei,
Repetido num refrão.
És tu, cidade querida,
Ó honra da minha vida,
De São Paulo o coração.
Acolhes com fidalguia,
Num clima de alegria,
A todos dá seu valor.
Bauru, és toda sorriso,
Bauru, és um paraíso,
És Capital do Amor.
Nasceste da vida bruta,
Dos velhos tempos de luta,
De um passado de fel;
Venceste com galhardia,
Hoje, em paz e harmonia,
O teu limite é o céu.
Assegura o oráculo,
Nada será obstáculo
Ao teu porvir colossal.
Terás com toda certeza
O título de nobreza:
De São Paulo a Capital.
Roldão Senger. Academia
Bauruense de Letras. Julho 2007