“A depressão, aqui, acaba. Entramos em quadra para brincar, dar risada e se divertir”, alegra-se o gerente de assistência técnica aposentado, Benedito Pereira, o Benê, de 61 anos. Ele é um dos vários atletas que participaram ontem da 4ª Etapa de Voleibol Adaptado da 3ª Idade, referente à V Copa de Voleibol Adaptado Amigos do Esporte na Melhor Idade.
Bauru sediou o evento, que é promovido pelo Departamento de Esportes de Águas de São Pedro, em parceria com outros municípios como Americana, Boituva, Cabreúva, Campinas, Cosmópolis, Itatiba, Itu, Itupeva, Limeira, Nova Odessa, Rafard, Salto, Tietê e Vinhedo.
“A ideia era que eles tivessem a oportunidade de jogar e ter um objetivo de treino, porque se você treina e não tem jogo, é muito desmotivante”, explica a idealizadora do projeto, Janaína Martins, de Águas de São Pedro.
Ela explica que, com o projeto, os atletas jogam todos os meses, com duas cidades diferentes, com a perspectiva de melhora em cada encontro. “E tudo na vida deles melhora: a taxa de glicose das atletas, o controle da pressão arterial. Eu costumo dizer: quem está aqui no vôlei, visita muito menos o posto de a saúde”, brinca Janaína.
As partidas, ontem, foram divididas. A categoria feminina disputou os jogos no Ginásio de Esportes do Serviço Social da Indústria (Sesi). Já a masculina aconteceu no Ginásio de Esportes da Instituição Toledo de Ensino (ITE).
A competição, que representa Bauru nos Jogos Regionais dos Idosos, está incluída na programação de aniversário da cidade e é promovida e organizada pela Liga de Voleibol Adaptado Paulista. O evento teve a entrada gratuita.
Campeã na ativa
Entre as competidores femininas do time de vôlei adaptado de Bauru, uma ex-campeã. Só que em outra modalidade: o basquete. “Eu jogava na posição de ala e fui tri campeã paulista juvenil e campeã brasileira estudantil, pelo time do Sesi. O esporte sempre foi a minha paixão”, contou a professora aposentada, Tereza Viscelli, 59 anos.
Ela faz parte da equipe de Bauru há três anos e meio e ficou sabendo da modalidade através de uma amiga. Hoje, o time feminino conta com cerca de pessoas pessoas. Viscelli lamenta que muita gente ainda desconhece a prática do vôlei adaptado.
“Eu lamento que, em Bauru, ainda não tenha divulgação. Estamos aqui esperando que venha mais gente participar conosco”, frisa.