O candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, esteve nesta segunda-feira (4) na Santa Casa de São Paulo, onde se reuniu com o provedor da instituição, o advogado Kalil Rocha Abdalla.
O hospital filantrópico passa por uma crise financeira e está pressionando por recursos do poder público. No fim do mês passado, os atendimentos de urgência e emergência chegaram a ser interrompidos -por causa das dívidas, alega a instituição, tornou-se impossível honrar compromissos com fornecedores.
Em entrevista à Folha de S.Paulo no dia seguinte ao fechamento do pronto-socorro, Abdalla disse: "Não tem nem curto nem médio. É imediato. Ou entra dinheiro -e pode vir do governo municipal, estadual ou federal- ou não posso reabrir".
Skaf ecoou a fala do administrador do hospital, mas responsabilizando somente a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição.
"Se o governador e se o governo de São Paulo sabiam há tempo que poderia ter um risco de fechar os quatro pronto-socorros da Santa Casa, porque tinha um déficit, deveriam tomar as providências antes que isso acontecesse", afirmou o peemedebista, sem citar o nome de Alckmin.
Questionado diretamente se o governo do Estado foi omisso em relação ao problema da Santa Casa, Skaf limitou-se a dizer: "Foi".
O candidato defende que hospitais filantrópicos que atendem pelo SUS tenham isenção de ICMS -imposto estadual que, em São Paulo, varia entre 4% e 25% sobre o valor do produto.
Segundo Skaf, isso seria feito logo no início de um eventual mandato dele. "Se houver vontade política, uma canetada resolve."
Além da redução tributária, o peemedebista diz que, a despeito de problemas técnicos, integrará os prontuários de todos os hospitais do Estado, fazendo com que pacientes possam ser atendidos em qualquer hospital sem que haja descontinuidade de seu tratamento.
"Acho que durante um mandato você resolve todas essas coisas. Pra dar uma boa solução a todas essas questões, um mandato é tempo suficiente", afirmou.