Tribuna do Leitor

Animais na pista


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Sentimo-nos honrados de termos um cantinho nesse conceituado jornal para escrever algo que achamos ser útil aos nossos semelhantes. De princípio, mesmo com a construção de novas rodovias, pistas duplicadas e corretamente sinalizadas, há de convirem que o número de veículos circulantes por elas é enorme. Sabemos que muitas cortam propriedades onde existem animais, sabemos que o animal, chamado de irracional, muitos ainda têm uma acuidade para se defenderem, mas também salientamos que à noite eles têm a visão ofuscada quando se deparam com uma iluminação forte.

Já viajamos muitas estradas de alguns Estados. Ilustrando, quando morávamos na região de Andradina, um conceituado médico da cidade perdeu a vida, chocando-se com um animal lá. Um outro, visto pelo jornal da região de Presidente Prudente, com um Gordini, carro da época, chocou-se com um cavalo, que adentrou o cofre e alcançou o teto do carro, matando o motorista.

Conosco, estávamos saindo de Santo Onório para Presidente Venceslau, uns bois saltaram na pista, só deu tempo para desviarmos para o acostamento, pararmos e assim mesmo um boi nos atingiu, amassando os paralamas do veículo. Graças a Deus tudo de pequena monta. Voltamos e elaboramos um BO. Com um nosso familiar voltando de São Paulo, aqui nas proximidades, chocou-se com um animal cavalar, deixando-lhe uma sequela na região bucomaxilar. Porque deu tempo de frear o veículo, evitando-se o pior.

Então, temos vários parâmetros a analisar. Evite animais que andam soltos pelas periferias, são de pessoas que possuem o seu ganha pão com uma carrocinha e não tem onde alugarem o animal com segurança. Outros às vezes amarrados para pastarem acabam escapando ou alguém os soltam, julgando estarem com sede, para procurar uns bebedouros de água.

Seria bom se a prefeitura tivesse, como era chamado anteriormente, os piquetes. Um procedimento adotado pelos fazendeiros que forneciam aos seus colonos que tinham os seus animais, para mantê-los presos. Essa é nossa sugestão, pois já convivemos com casos que hoje ocorrem com frequência, dizimando vidas, e também animais de estimação. Aos leitores, os ossos agradecimentos pelo que lhes aprovem apreciar.

Rubem Ferreira. TC. Ap.

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