O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), defendeu ontem a extinção de mais de uma dezena de ministérios que compõem o governo Dilma Rousseff (PT). Ele sinalizou que pretende fundir pastas para enxugar a máquina e disse que, se eleito, criará uma estrutura que concentraria funções de transportes e energia, o Ministério da Infraestrutura.
O tucano falou sobre o assunto durante sabatina promovida pelo portal G1. O Brasil já teve uma pasta de Infraestrutura, criada em 1990 pelo ex-presidente Fernando Collor. Ao ser lembrado disso, Aécio rebateu: “Não tenha esse governo como parâmetro para o meu governo”.
O mineiro disse não poder detalhar o projeto da nova pasta porque seus colaboradores ainda estão fechando o estudo que servirá de base para o programa de governo.
Aécio evitou cravar o número de ministérios que extinguiria, mas disse que “22 ou 23” seria uma estrutura “adequada” - hoje o governo conta com 39. Ele citou o Ministério da Pesca como uma das estruturas que pretende cortar. A proposta foi rapidamente criticada pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que concorre à Presidência pelo PSB.
“Eu preferia saber quais são as ideias dele sobre a pesca, porque tem muita gente vivendo de pesca. E as ideias dele para infraestrutura, porque, no tempo que o partido dele governou o País, a infraestrutura não avançou praticamente nada”, disse Campos, que defende o corte de ministérios, de 39 para 20.