Internacional

Soldados ucranianos entram na Rússia; Moscou diz que eles buscam asilo

Folhapress
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A Ucrânia informou nesta segunda-feira (4) que negocia com a Rússia o retorno de mais de 300 soldados e guardas que passaram para o lado russo da fronteira. Moscou afirma que os agentes ucranianos buscavam asilo.

 

Segundo o porta-voz de defesa ucraniano, Andriy Lysenko, o grupo enfrentava separatistas pró-Rússia durante a noite e teria cruzado a fronteira por motivo de segurança depois de ajudarem seus colegas a irromper nas linhas rebeldes.

 

Lysenko afirma que negocia com Moscou para obter seu retorno. Do lado russo, as autoridades dizem que 438 agentes ucranianos entraram buscando asilo porque estavam cansados da guerra e que 180 serão devolvidos nas próximas horas.

 

O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que a Rússia irá facilitar o retorno dos soldados ucranianos, mas sugeriu que eles estão sujeitos a ser processados por deserção assim que voltarem para casa.

 

"Espero que as autoridades ucranianas entendam ser absolutamente inaceitável quando seus cidadãos são forçados a lutar com seu próprio povo, a tratar aqueles que se recuam a fazê-lo como traidores da pátria mãe", disse Lavrov.

 

A passagem dos agentes para o lado russo acontece no primeiro dia de exercícios militares das Forças Armadas russas e quando a Ucrânia reforça tropas na fronteira.

 

As forças do governo ucraniano ampliaram as vitórias obtidas sobre os rebeldes pró-Rússia desde a queda do avião da Malaysia Airlines, em 17 de julho. Segundo investigadores internacionais, a aeronave foi derrubada por separatistas.

 

Mais cedo, a Otan e o Reino Unido estudam reforço da defesa nos países-membros da aliança militar perto da Ucrânia. Os países ocidentais, aliados do governo ucraniano, haviam enviado tropas a região em março, após a Rússia anexar a Crimeia.

 

Sanções 

Nesta segunda, o governo da Alemanha impediu o envio de equipamentos para um centro militar de alta tecnologia em construção na Rússia, dias após o anúncio de novas sanções da União Europeia.

 

A suspensão de contratos militares com Moscou dividiu opiniões na Europa. Enquanto Reino Unido e Alemanha defendem a suspensão como forma de pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, a França manteve seus contratos.

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