A psicóloga Natália Mingoni Ponte, surpreendeu ao acompanhar o irmão, Alessandro Ponte, durante depoimento prestado por ele ontem à Justiça em São Joaquim da Barra, na região de Ribeirão Preto.
É a primeira oitiva no caso que busca os culpados pela morte do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos. A criança foi encontrado morta no rio Pardo, em Barretos em novembro do ano passado.
Segundo o Ministério Público, Natália foi omissa em relação à morte do filho. O principal suspeito da morte de Joaquim é o padrasto Guilherme Raymo Longo. Ele está preso na penitenciária 2 de Tremembé.
Durante o depoimento do irmão, Natália chorou. Segundo o seu advogado, Nathan Castelo Branco, ela se recordou do filho. Ainda de acordo com ele, a presença dela no depoimento do irmão é prática de quem é acusado de um crime.
Castelo Branco afirmou que a mãe de Joaquim deve acompanhar todos os outros depoimentos em sua defesa.
Ao deixar o fórum de São Joaquim da Barra, Natália foi hostilizada por pessoas que a aguardavam do lado de fora. Segundo seu advogado, ela não tem mais medo da reação das pessoas porque a hostilização acontece somente quando a imprensa está reunida.