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O Caminho do Amanhã

Ricardo Coube
| Tempo de leitura: 3 min

Com otimismo, espero que o debate das próximas eleições no país, que se intensifica a partir de agora, possa contribuir para que os eleitos promovam trabalho sério e corajoso, enfrentando reformas necessárias no campo tributário, político, trabalhista e previdência, além de priorizar a infraestrutura, educação e saúde.

Esta coragem necessária mudará o ânimo dos empresários e da sociedade, resgatando os importantes investimentos privados que farão o país melhorar os indicadores econômicos e a qualidade de vida dos brasileiros. Entretanto, o título acima foi do Jornal da Cidade, para celebrar os 118 anos de Bauru. Reconhecendo que o nosso poder de influenciar e participar é muito maior no município, quero fazer considerações sobre o conteúdo do caderno especial do Jornal da Cidade, ou seja, sobre Bauru.

Entendo que precisamos valorizar os dados da consultoria paulista Urban Systens, que por solicitação da Revista Exame ranqueou as cidades em vários itens e quesitos. A minha percepção, que eu quero compartilhar com os leitores do jornal, é que Bauru está ficando pra trás. Estamos perdendo a corrida para várias cidades que promovem trabalhos mais atraentes e eficazes que os nossos, seja de ação política ou de organização da sociedade civil, cujos projetos de desenvolvimento urbano refletem em importantes avanços na economia e desenvolvimento desses municípios.

Nenhuma cidade se sustenta, ao longo do tempo, apenas com rede de serviços e comércio. Todas precisam ter uma terceira âncora, que pode ser turismo, agronegócio, alta tecnologia ou indústria. Por exclusão, resta-nos investir na indústria como um fator de forte desenvolvimento econômico, equilibrando assim todos os fatores de um crescimento sustentado e de longo prazo. Essas conclusões são do próprio autor da pesquisa, Thomaz Assunção, e reforçada nos comentários do Gino Paulucci (Ciesp) e do deputado Pedro Tobias.

Considerando que todas as opiniões apresentadas reconhecem que podemos melhorar os vários itens analisados, quero resgatar e propor um movimento, com base numa experiência vivida em 2005, onde o Ciesp e a OAB se uniram para promover o fórum "Bauru Contra a Violência". As conclusões deste fórum servem, até hoje, para fundamentar soluções implementadas na área da segurança pública. Saudades do amigo Flávio de Ângelis, que coordenou o fórum. Também tivemos a experiência do Bauru+10, coordenado pela Unesp, que elencou importante material, mas não conseguiu a adesão da classe política. Consequentemente, o conteúdo está apenas arquivado.

Gostaria de sugerir movimento semelhante coordenado pelo Jornal da Cidade, Renato Zaiden, e com ampla participação das entidades de classe, políticos, Promotoria Pública, Câmara Municipal, secretarias municipais etc, ou seja, a sociedade mais organizada. O objetivo é tornar Bauru uma cidade mais promissora no sentido de atrair novos investimentos e desenvolver atuais empresas e serviços, promovendo uma qualidade de vida superior à atual. A cidade precisa acolher os jovens estudantes e oferecer oportunidades de empregos com qualidade. Para isso precisamos ser mais competitivos e promover uma economia mais dinâmica e promissora aos jovens. Este trabalho precisa servir de guia para os políticos. E a sociedade precisa estar organizada para cobrar a implantação dos projetos.

Trocaríamos o atual desânimo de empreendedores bauruenses por um ambiente mais cooperativo e desenvolvimentista. Resumindo, vamos retomar o projeto de pensar Bauru para os próximos 10 anos? As cidades que se destacam fizeram lição de casa semelhante. E nós, vamos fazer? Podemos iniciá-lo em 2015? Aguardarei manifestações sobre a proposta! Agradeço e cumprimento o Jornal da Cidade pelo conteúdo do caderno "O Caminho do Amanhã".

O autor é bauruense e empresário

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