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Senado aprova diretores da Aneel indicados por Dilma

Folhapress
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Em meio a uma disputa entre PT e PMDB por cargos no setor elétrico, o Senado aprovou nesta semana as indicações de dois diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ligados à presidente Dilma Rousseff.

Depois que os senadores aprovaram, mês passado, o nome de um diretor indicado pelo PMDB, o PT pressionava pela aprovação dos seus afilhados.

Em julho, o PMDB conseguiu aprovar o nome de André Pepitone para a diretoria da Aneel, deixando os demais cargos da agência em suspenso.

Em retaliação à demora na análise dos nomes ligados ao PT, o governo ainda não publicou a nomeação de Pepitone no Diário Oficial da União. Integrantes do governo condicionavam a nomeação à aprovação dos outros dois diretores, o que ocorreu nesta terça (5) e quarta (6).

Diante da pressão, o plenário aprovou a recondução de Romeu Rufino, atual diretor-geral da agência, e a indicação de Tiago de Barros Correia. Rufino ficará mais quatro anos no comando da agência.

Senadores do PT afirmam que, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o governo, o partido perdeu força no setor elétrico - ao contrário do PMDB, que mantém forte influência na área. Por isso, trabalharam para garantir a aprovação dos dois diretores da Aneel.

Além do Ministério de Minas e Energia, comandado pelo peemedebista Edison Lobão, a sigla mantém o comando de estatais e cargos no setor.

Sem a aprovação dos dois diretores, a diretoria da Aneel teria que funcionar com o quórum mínimo para votações - já que apenas com três de seus cinco diretores permaneceriam com mandato. Rufino terminaria sua gestão no dia 13 deste mês, caso não fosse reconduzido ao cargo.

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