Tribuna do Leitor

A morte


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Já escrevi nesta coluna, e repito, que são sempre prazerosos os textos de Jabbour nos cadernos de segunda-feira. "Vida e morte" (04/08), porém, atingiu o alvo com maestria. Além de falar diretamente ao meu coração, senti nas entrelinhas quase uma lição para os meus males. Quem, como eu, perdeu recentemente um ente querido e parece, com certa prepotência, não aceitar desígnios muito além da compreensão humana.

O texto de Jabbour, embora seja duro de aceitar, mostrou que "nos distanciamos do mundo como ele é para torná-lo uma representação de nós mesmos". Como dizia Montaigne, "a meta de nossa existência é a morte; é este nosso objetivo fatal. Se nos apavora, como poderemos dar um passo à frente sem tremer?". Aprender a aceitar a inevitabilidade dos fatos é mais sábio que nos torturar com o que não podemos mudar.

Maria da Glória De Rosa

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