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Operação prende 40 por furto de trens na região de São José do Rio Preto

Folhapress
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Uma megaoperação realizada em Santa Adélia (371 quilômetros de São Paulo), na região de São José do Rio Preto, prendeu 40 pessoas suspeitas de participarem de furtos a trens.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que conduziu as investigações, estavam previstos para serem cumpridos 59 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão.

Há indícios de que os presos integravam uma quadrilha que furtava combustível e grãos das composições. A operação teve o apoio da Polícia Militar.

De acordo com o promotor João Santa Terra a investigação começou há cerca de seis meses, após uma denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Adélia. Parte do material furtado --cuja quantidade não havia sido divulgada até as 19h desta quarta-- estava estocada em casas próximas a linha férrea.

O Ministério Público informou que os ladrões aproveitavam o momento em que o trem diminuía a velocidade (para atravessar o perímetro urbano do município) para praticarem os furtos de soja.

Eles quebravam os lacres dos vagões e deixavam o material escorrer. Depois, com pás, recolhiam o material, revendido com preços abaixo do mercado.

Já o combustível, ainda segundo a Promotoria, era furtado quando os trens estavam parados no pátio da ALL (América Latina Logística), concessionária que administra a ferrovia.

Há suspeita de que seguranças --contratados pela ALL por meio de uma empresa terceirizada-- tenham facilitado a ação dos membros da quadrilha. Onze estão entre os presos.

O produto dos furtos era revendido a postos de combustíveis e empresários. O Ministério Público estima que os prejuízos chegaram, no mínimo, a R$ 30 milhões para a ALL.

A linha que passa por Santa Adélia integra o corredor de exportação da soja e escoa o grão produzido em Mato Grosso e outros Estados do Centro-Oeste para o Porto de Santos.

De acordo com a ALL, cerca de 80% dos furtos cometidos a trens no Estado, recentemente, ocorreram na região de Santa Adélia. Até as 19h desta quarta-feira, a empresa não havia comentado sobre o envolvimento dos seguranças nos furtos.

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