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Aos 74 anos, morre Octaviano Stillac, ex-presidente da OAB

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

No velório, amigos e parentes ressaltaram a paixão que Octaviano tinha pela família e pelo trabalho

A advocacia bauruense perde um de seus nomes mais conhecidos. Morreu, aos 74 anos, o advogado Octaviano Stillac de Lima, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ex-presidente da 21º Subseção da Ordem dos Advogados (OAB) de Bauru, na gestão entre 1979 e 1981, Octaviano estava internado, há cerca de uma semana no Hospital da Unimed. Além da complicação no quadro neurológico, ele também travava luta contra a diabetes e insuficiência renal. Anteontem, não resistiu.

Além da esposa, Mirian Lima, ele deixa os dois filhos Octaviano Filho e Paula Lima e netos. Seu corpo foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério da Saudade.

Advogado e bauruense, Octaviano formou-se em direito pela Instituição Toledo de Ensino (ITE) e trabalhou por aproximadamente duas décadas, entre 80 e 90, como advogado da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Na mesma época, chegou a ministrar aulas na ITE como professor de direito comercial.

Depois, foi sócio do jurista Gastão de Moura Maia em um escritório de advocacia.

Considerado um profissional proativo, foi vice-presidente e depois acabou assumindo a presidência da OAB de Bauru, onde selou sua carreira e fez grandes amigos.

Exemplo

“Foi um grande presidente e um exemplo de ser humano, advogado e pai de família. É um pesar seu falecimento para a nossa classe”,  disse o presidente da gestão atual da OAB/Bauru, Alessandro Biem Cunha Carvalho.

Conselheiro estadual da OAB, Ailton Jozé Gimenes também lamentava a morte do amigo. “Nos conhecemos antes da advocacia, quando ele ainda trabalhava como bancário. Depois, nos tornamos companheiros de profissão. Ele era um defensor das prerrogativas profissionais e da cidadania”, destaca.

O mesmo enaltecimento era dividido pelo amigo e ex-aluno de Octaviano, o advogado Henrique Crivelli Alvarez. “Ele foi meu mentor no direito. Era uma reserva moral da advocacia bauruense”, pontua Alvarez.


Apaixonado pela família

Considerado um apaixonado pela família, Octaviano Stillac de Lima dividiu seus últimos momentos na companhia da mulher, dos filhos e do primo, Antônio Leal Galesso, médico que o acompanhou em todo o tratamento.

“Era uma pessoa exemplar e adorava reunir a família. Deixará saudades”, pontua Galesso.

“Ele mantinha a esperança de ver um País mais digno, mais justo e melhor representado, era um brasileiro fervoroso e apaixonado”, completa o advogado e genro, Armando José Grava Trentini.

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