Mais uma vez cerca de 50 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru, que estão em greve desde 27 de maio, promoveram um piquete nas três entradas do estacionamento da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), na manhã desta sexta-feira (8). Além dos funcionários, estudantes também estão bloqueados de entrarem na universidade com seus veículos, já que as aulas retornaram na segunda-feira (4).
Os grevistas estão no local desde às 5h30 com faixas, carro de som e megafones para protestar contra o corte de ponto. Segundo a Polícia Militar (PM), até o momento o ato segue pacificamente.
Douglas Reis |
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Grevistas bloquearam três entradas da USP de Bauru, na manhã desta sexta-feira |
De acordo com Joana Scarcela, que faz parte do Sindicato dos Trabalhadores da USP de Bauru (Sintusp), a manifestação é para cobrar uma resposta da diretoria da FOB, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC- Centrinho) e da Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B) em relação ao corte de ponto dos servidores, decisão que permanece desde o dia 25 de julho (leia mais abaixo).
“Estamos aqui com carro de som com a única finalidade, protestar contra o corte de ponto. Nenhum carro pode entrar, apenas os pedestres. Também estamos esperando o apoio do Sindicato da Unesp e dos bancários para protestarem junto com a gente”, informou.
Ainda de acordo com Joana, antes de fazerem o piquete, os grevistas tentaram um diálogo com a diretoria. “Fomos até eles para um diálogo, mas não nos receberam. Por isso, vamos manifestar até termos outra conversa. Pretendemos ficar aqui até o período da tarde”, disse.
Anteontem (6), os manifestantes bloquearam a entrada dos funcionários e alunos na biblioteca. Mesa, pedaços de madeira e cadeiras foram colocados na porta, além de uma faixa, assinada pelo Sindicato dos trabalhadores da USP (Sintusp), dizendo "reajuste de 0%".
Corte do ponto
Conforme o JC publicou, na última semana do mês de julho um documento foi feito pela procuradoria jurídica da universidade para orientar os diretores das unidades sobre as possibilidades de registro de faltas, o que leva ao desconto nos salários dos manifestantes. Para os grevistas, contudo, a decisão foi uma atitude de restrição aos direitos de greve e manifestação.
No dia 25 de julho, cerca de 70 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru promoveram um piquete nas duas entradas do estacionamento da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) das 11h45 até as 15h. O objetivo foi protestar o corte de ponto.
Após o bloqueio das entradas do estacionamento, a diretoria da FOB, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC- Centrinho) e a Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B) realizaram uma reunião para decidir se o corte de ponto dos servidores permaneceria.
Segundo a assessoria de imprensa da USP informou, após três horas de reunião, as três diretorias decidiram continuar com o corte de ponto e comunicaram ao Departamento de Recursos Humanos os dias não trabalhados dos servidores em virtude de greve.
Greve
A greve dos servidores da Universidade de São Paulo (USP) em Bauru começou no fim do mês de maio. Conforme o JC publicou, a representante do sindicato, Cláudia Carrer, afirmou que a categoria reivindica aumento salarial da inflação de 6,78%, mais 3% das perdas salariais. A maioria dos alunos da USP, além da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) também apoia o movimento das categorias.
Douglas Reis |
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Os grevistas estão no local com o intuito de protestar contra o corte de ponto |