Internacional

EUA atacam grupo radical no Iraque para evitar "genocídio"

Folhapress
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Aviões de guerra dos Estados Unidos bombardearam combatentes islâmicos a caminho da capital do Curdistão iraquiano ontem depois que o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que Washington deve agir para evitar um “genocídio”.

Os combatentes do Estado Islâmico, que decapitaram e crucificaram prisioneiros na sua ânsia de erradicar descrentes, chegaram perto de Arbil, capital da região curda do Iraque e pólo industrial de empresas norte-americanas.

O grupo ainda assumiu o controle da maior represa iraquiana, confirmaram autoridades curdas nesta sexta-feira, o que pode permitir ao grupo inundar cidades e interromper parte do suprimento de água e energia.

Na tarde de ontem, o Pentágono informou em comunicado que o Exército norte-americano realizou mais dois ataques aéreos contra as forças do Estado Islâmico perto de Arbil. Um drone atacou uma posição de lançamento de morteiro, e jatos F/A-18 alvejaram um comboio e um local de disparo de morteiros, disse o Pentágono.   

Obama autorizou o primeiro ataque aéreo dos EUA no Iraque desde que retirou todas as tropas em 2011, argumentando ser preciso agir para deter o avanço do Estado Islâmico, proteger norte-americanos e salvaguardar centenas de milhares de cristãos e membros de outras minorias religiosas que fugiram para salvar suas vidas.

Os EUA também começaram lançamentos aéreos de suprimentos de emergência a membros da etnia Yazidi, dezenas de milhares dos quais estão em uma montanha deserta para evitar os combatentes, que ordenaram que eles se convertam ou morrerão.

Um porta-voz humanitário da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que cerca de 200 mil pessoas que fogem do avanço dos islâmicos chegaram à cidade de Dohuk, no rio Tigre, no Curdistão iraquiano e em áreas próximas da província de Nínive. Dezenas de milhares fugiram mais para o norte, rumo à fronteira com a Turquia, disseram autoridades turcas.

Petróleo

O avanço dos militantes sunitas, que também controlam um terço da Síria e lutaram no Líbano nesta semana, disparou o alarme no Oriente Médio e ameaça desmembrar o Iraque, país já dividido entre xiitas, sunitas e curdos.

Os ataques aéreos norte-americanos estimularam reações em fóruns jihadistas on-line pedindo ataques contra os EUA e os interesses petrolíferos no Golfo. “Os mujahideen precisam se esforçar... para disciplinar os EUA e seus soldados criminosos”, dizia uma mensagem no fórum jihadista Shumukh al-Islam, segundo o serviço de monitoramento SITE.

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