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Aécio prega retomada de confiança

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.

José Serra (candidato ao Senado), Aécio e governador Geraldo Alckmin, que busca a reeleição

Candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves criticou ontem em Botucatu (100 quilômetros de Bauru) a condução da economia pela atual presidente da República, Dilma Rousseff (PT). A declaração é resposta ao discurso pessimista que a petista atribui à oposição.

O tucano visitou uma clínica para dependentes químicos, projeto considerado modelo pelo governo estadual, andou pelo centro comercial e tomou café em uma padaria e num bar.

Os tucanos reforçaram a campanha no interior e no maior colégio eleitoral do País porque pesquisas apontam que o PT enfrenta forte rejeição junto ao eleitorado em São Paulo. Botucatu é administrada pelo atual coordenador da campanha presidencial tucana no interior, prefeito João Cury (PSDB). “Agora estamos vendo os empregos também indo embora. Esse governo fracassou na condução da economia e da gestão do estado brasileiro. É hora de termos governo que inspire confiança, que venha nos ajudar a gerar empregos,” declarou Aécio.

Mas Aécio desconversou quando foi perguntado se os números da pesquisa Ibope de anteontem apontam que o índice de intenção de voto estabilizou e se isso teria sido provocado pela denúncia de construção de aeroporto durante sua gestão no governo de Minas em área pertencentes aos seus parentes. “Já falei muito disso”, declarou ao terminar a entrevista em frente da  Clínica de Reabilitação para Dependentes Químicos “Cantídio de Moura Campos”.

Pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira coloca Dilma com 38% das intenções, mesmo percentual de julho; Aécio  Neves registrou 23% (em julho, tinha 22%); e Eduardo  Campos (PSB), 9% (na pesquisa anterior, eram 8%).

“Estou muito otimista. Eu quero ganhar as eleições em 5 de outubro no 1º turno, mas se tiver 2º turno vamos para a luta. Agora é andar na rua, ver o rosto das pessoas”. E ainda: “Eu já disse: é hora da presidente da República sair do casulo, dos eventos programados e armados. Ir para a rua e vai verificar que o pessimismo das pessoas não é da oposição. O pessimismo é ao seu governo não em relação ao País”, afirmou.

‘Flagelo’

O primeiro local a ser visitado foi a Clínica “Cantídio de Moura Campos”, recém inaugurada pelo governo do Estado e  que disponibiliza 76 leitos pelo SUS, além de área de lazer com quadra coberta e piscina.  O investimento do Governo do Estado é de pouco mais de R$ 13 milhões. Ontem havia 53 internos. “A questão das drogas é um flagelo que tem arrasado famílias inteiras. Tem que ser travado em duas vertentes: do crime e do controle das fronteiras, mas o governo federal não vem fazendo isso”.


Sinuca: com erros e acerto

Após conversar com internos, o candidato Aécio Neves parou em frente de uma mesa de sinuca em pátio da clínica psiquiátrica. Ao ver paciente com taco na mão, o tucano o desafiou: “Se matar essa bola, você promete que vai ficar bom?”.

Aécio errou as bolas 12 e 15. O tucano a suplente de senador, José Anibal, ajeitou, então, a 13 (número do PT) um pouco mais perto da caçapa. Aécio acertou. Foi aplaudido pelos assessores.

Aécio, Alckmin e Serra fizeram caminhada na área central. O ponto de concentração foi a praça Emílio Pedutti (Bosque), próximo a camelôs. Os candidatos tomaram café numa padaria e depois em bar. Após cinco quarteirões, a visita terminou com Aécio, o candidato a vice Aloysio Nunes e Alckmin seguindo e um carro e José Serra em outro.


Interior Pta. é segundo maior colégio eleitoral

A estratégia do PSDB de intensificar a campanha no Interior do Estado tem uma explicação. Depois da capital, é o segundo maior no número de eleitores do País. O Estado de Minas Gerais vem em terceiro.

A agenda no maior colégio eleitoral tem recebido atenção especial dos tucanos por ser importante até para garantir o segundo turno.

“O governador Geraldo Alckmin está bem em todas as regiões de São Paulo. E a eleição a presidente no Estado é que vai levar o senador Aécio Neves ao 2º turno”, afirmou Rubens Cury, ligado à Casa Civil de Alckmin.

A rejeição do eleitorado a presidente Dilma tem apresentado índices altos no Interior. “Estamos reforçando nossa campanha e vamos buscar os votos do interior de São Paulo.”

‘Almoço’

Cury admite que, na medida do possível, tem tentado “colar” as campanhas de Alckmin e Aécio. “A agenda do governador é um pouco diferente. Ele está no mandato e nem sempre pode acompanhar o Aécio. Estamos tentando juntar as duas agendas no horário de almoço”, detalha.

De acordo com a coordenação campanha, a visita a Botucatu do candidato a presidente tucano é a 15ª ao interior paulista.

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