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Polícia de SP prende 58 suspeitos de ligação com PCC

Folhapress
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Cinquenta e oito pessoas foram presas pela Polícia Civil na região de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, sob a suspeita de ligação com a facção criminosa PCC.

Esse número inclui 12 adolescentes apreendidos na operação, que, segundo Secretaria da Segurança, durou cerca de 24 horas e terminou às 16h desta terça-feira (12).

Além de Mogi, a operação batizada pela polícia de "Tolerância Zero" foi realizada também em outra sete cidades da região como Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba. Segundo a polícia, parte dos suspeitos vinha sendo monitorada havia um mês.

Não foi divulgado, porém, nomes de suspeitos presos. A polícia diz que, entre os presos, há suspeitos que nos monitoramentos apontam como chefes regionais.

O alvo principal da ação era 13 pessoas que os policias conseguiram mandados de prisão. Durante a operação, porém, ocorreram as prisões em flagrante da maioria dos suspeitos por tráfico de drogas.

Segundo o delegado Marcos Batalha, a ação faz parte da política determinada pelo governo paulista de combate ao crime organizado e, também, para redução dos números de violência no Estado. "Vínhamos com um trabalho de inteligência monitorando de grande parte dessas pessoas. O principal alvo foram as pessoas ligadas ao tráfico de drogas e crime organizado", afirmou ele.

A polícia informou ainda que também foram apreendidos 2.149 pinos de cocaína e crack, oito veículos, um revólver calibre .38, "além de materiais falsificados e cigarros contrabandeados". No total, segundo a polícia, foram apreendidos 3.678 objetos.

A operação policial contou com um efetivo de 112 homens e 44 carros vindos de 18 delegacias da região de Mogi. Além de tráfico, pesa contra parte dos presos a suspeita de crimes como roubo e homicídio. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

CÚPULA

A operação realizada em Mogi contra o PCC é a segunda desencadeada pela polícia paulista em um mês.

Em julho, policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) desencadearam uma das maiores ações contra o chamado "centro operacional e financeiro" na facção, quando 40 pessoas foram presas.

Dois dos principais chefes da facção, segundo a polícia, foram presos na operação batizada de Bate Bola.

Além dos suspeitos, também foram apreendidos 102 quilos de cocaína.

A polícia diz que parte da droga apreendida (40 quilos) seria de propriedade de a Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o principal chefe da quadrilha.

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