Esportes

Vôlei: pode sonhar

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 4 min

Éder Azevedo

Chico dos Santos (foto) terá auxílio de Airton Nascimento

“Tem tudo para ser um time campeão”, disse o novo técnico do Concilig/Vôlei Bauru, Chico dos Santos, apresentado ontem em entrevista coletiva onde também foi apresentada oficialmente a ponteira Mari Paraíba, principal nome da equipe bauruense para a disputa do Campeonato Paulista.

No evento, realizado na sede da Associação Luso-Brasileira de Bauru (ALBB), também estiveram Airton Nascimento, confirmado como auxiliar-técnico do agora treinador Chico dos Santos, e a levantadora Camila Torquette.

“Agora, Chico e Airton são duas cabeças para pensar e não somente uma”, destacou Torquette, que também chegou ao Concilig/Bauru nesta temporada vindo do Praia Clube.

Entre as primeiras

Animado, Chico falou sobre a proposta da direção do Concilig, de montar uma equipe para ficar entre as primeiras do Brasil. “Gostei da ideia. Hoje, a gente tem uma equipe iniciante e temos que conhecer a todos para ver onde podemos chegar. Eu sempre tive que chegar e ser campeão, mas achei sensacional essa proposta de fazer um trabalho de base”, frisou o treinador. “Temos tudo para ser um time campeão. O que está faltando, agora, é fazer essas jogadoras crescerem e trazer reforço a cada ano”, conclui.

Com 54 anos, Chico dedicou 40 anos de sua vida ao voleibol. “Jogava desde pequeno e, aos 19 anos (em 1979), virei técnico em Piracicaba, em um time juvenil. No ano seguinte, já atuava em todos os times adultos da cidade. Depois disso, nunca mais parei”, orgulha-se.

E não é para menos. Ele já atuou, inclusive, como auxiliar do técnico Bernardinho. Na seleção feminina - onde ficou de 1998 a 2000 -, conquistou o título Sul-Americano, em 1999, e medalha de bronze nas Olimpíadas de Sidney, na Austrália, em 2000.

Em sua apresentação, o novo comandante do Concilig/Bauru falou sobre sua experiência nas quadras e também sobre suas expectativas na nova casa. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Jornal da Cidade – Com tantas conquistas no currículo, com passagem por seleção, tem algum título que mais te orgulha?

Chico dos Santos - As Olimpíadas de Atenas, em 2004 (medalha de ouro). Porque a gente viu a batalha dos jogadores. Eles deram o sangue, o coração. Isso cativou muito.

JC - Como você pretende usar a Mari agora no começo, já que ela está sem ritmo de jogo?

Chico - Vai ser difícil ela começar a jogar logo de cara. Amanhã (hoje), eu começo um trabalho com ela em cima de uma mesa, para treinar ataques e fortalecer o ombro. Só na semana que vem é que ela deve começar a saltar. Vai depender dela, mas acho que a Mari deve iniciar os jogos na segunda ou terceira rodada do estadual.

JC - O que precisa ser feito para transformar Bauru em um time campeão?

Chico - Várias coisas. O que estou vendo aqui é que tem, pelo menos, a ideia de ser campeão. Isso é muito bom. Tem que trabalhar com o elenco daqui e, ao mesmo tempo, buscar reforços. Precisa ter uma boa estrutura de quadra e em Bauru tem: uma quadra de piso flutuante, muito difícil de encontrar no Brasil. Tem tudo para ser um time campeão”, conclui.


Mari: ‘Ainda quero voltar a jogar na seleção’

Durante a entrevista coletiva de apresentação dos reforços do Concilig/Vôlei Bauru ontem, a ponteira Mari Paraíba, 28 anos e 1,80m, falou sobre o trabalho de preparação física para disputar o Campeonato Paulista, que começa no dia 29 de agosto (uma sexta-feira) – o time bauruense estreia fora de casa, contra o Pinheiros.

Parada há três meses, Mari garantiu que a comissão técnica do Concilig já fez o planejamento necessário para que ela esteja em boas condições durante o torneio.

O período de inatividade da ponteira veio após a quebra de contrato com o Maranhão Vôlei, com quem Mari tinha assinado. Sem jogar, aceitou a proposta da direção do Concilig/Bauru e fechou contrato, inicialmente, de três meses, para atuar apenas no estadual.

Entre as metas da nova musa do vôlei bauruense, está atuar na seleção brasileira. “É o sonho de qualquer atleta jogar na seleção e a gente trabalha e se desempenha para isso. É muito difícil estar ali (seleção) dentro, porque troca-se poucas peças”, disse Mari que comentou a curta passagem no vôlei de praia.

“Vôlei de areia é completamente diferente. Primeiro, você tem que aprender a lidar com a sua parceira. Isso é o mais complicado e tem que haver muito diálogo. Já na quadra, a gente não precisa tanto disso e cada um faz a sua parte. Foi uma experiência maravilhosa no vôlei de praia, mas, a minha praia mesmo é a quadra”.

Paraibana de Campina Grande, a jogadora se revela uma mulher caseira e já sabe o que fazer nos dias de folga na Cidade Sem Limites.

“Quando eu era mais nova, era bem espoleta. Hoje em dia sou mais tranquila. Na folga, opto por descansar ou ir ao cinema. Ficar na piscina também é bom”.

 

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