Internacional

Justiça dos EUA embarga empresas que seriam próximas aos Kirchner

Folhapress
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O fundo NML, que está em litígio com a Argentina por uma dívida de US$ 1,3 bilhão mais juros que o país não aceita pagar, conseguiu que a Justiça do Estado norte-americano de Nevada embargue os bens de 123 empresas nos EUA que podem ser de Lázaro Báez, um empresário próximo dos Kirchner.Ele, no entanto, nega ser dono dos negócios.

 

Báez é investigado por um juiz argentino por lavagem de US$ 65 milhões no Estado dos EUA. Ele não é réu na Argentina, mas o juiz dos EUA, Cam Ferenbach, considerou que os 123 negócios são de Báez e que devem ser embargados para pagar o fundo NML.

 

As 123 empresas são controladas por um conjunto de escritórios e empresas espalhadas pelo Panamá e pelas Ilhas Seychelles que, segundo a documentação que o NML apresentou à Justiça dos EUA, podem ser de fachada para Báez e para a família Kirchner.

 

O NML detém US$ 1,3 bilhão em títulos que a Argentina deixou de pagar em 2001. O país procurou o fundo para renegociar em 2005, quando ofereceu pagar cerca de 30% da dívida.

 

A maioria dos credores nessa situação aceitou e começou a receber seus pagamentos, mas o NML faz parte da minoria que recusou e procurou a Justiça.

 

Em junho, a Justiça dos EUA determinou que os credores que já estavam recebendo só poderiam continuar a receber caso a Argentina entrasse em um acordo com o NML. Sem acordo, o dinheiro não chegaria aos credores.A data de vencimento passou e os detentores dos títulos negociados tomaram um calote.

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