Internacional

Ucrânia aceita com condições entrada de ajuda humanitária russa

Folhapress
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A Ucrânia aceitou com condições nesta quarta-feira (13) a entrada de um comboio da Rússia para enviar ajuda humanitária à cidade de Lugansk, no leste do país, dominada por rebeldes e cercada há duas semanas pelo Exército ucraniano.

 

O comboio de 260 caminhões, que leva 1.800 toneladas de suprimentos, saiu de Moscou na terça (12) e está parado na base de Voronezh, de onde deverá partir para a região de Lugansk.

 

Segundo o porta-voz da Presidência, Sviatoslav Tsegolko, guardas de fronteira ucranianos e representantes da Osce devem inspecionar a carga ao entrar do país e, se autorizada, a missão seguirá por território controlado por rebeldes.

 

O representante afirma que o aval para a entrada do auxílio humanitário foi dado após uma reunião entre o presidente Petro Poroshenko, o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk e representantes das forças de segurança ucranianas.

 

A entrada do comboio representa um recuo das autoridades ucranianas, que relutavam em aceitar o envio de ajuda vindo da Rússia. O Kremlin é acusado pelo governo de Kiev de financiar e armar os separatistas que lutam contra o Exército do país.

 

Kiev desconfia que Moscou queira usar a ajuda para fazer uma intervenção militar. O ministro do Interior, Arsen Avakov, disse que o país não permitirá que a missão passe por Kharkov, área dominada pelo governo e mais próxima da fronteira.

 

"A provocação do cínico agressor é inadmissível no nosso território", disse, descartando a rota que havia sido acordada pelas duas partes na última terça-feira (12).

 

Para Yatseniuk, a Ucrânia só poderia aceitar ajuda exclusiva da Cruz Vermelha. "O cinismo dos russos não tem limites. Primeiro nos entregam tanques, terroristas e bandidos que matam ucranianos e depois nos enviam água e sal."

 

Confrontos 

Mais cedo, o Exército da Ucrânia confirmou a morte de 11 militares nas últimas 24 horas em confronto com os separatistas pró-Rússia, elevando o número de mortos no conflito para 2.086. Os militares, porém, não confirmaram a morte de 12 combatentes do partido Pravy Sektor, de extrema direita.

 

A morte dos milicianos nacionalistas havia sido confirmada pelo partido. Seu líder, Dmitri Yarosh, lamentou a perda de seus aliados em mensagem no Facebook. O Pravy Sektor aglutina grupos extremistas, torcidas organizadas de futebol e é conhecido por sua violência.

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