Bairros

Até que enfim a chuva veio, Orides!

Marcele Tonelli e Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Ao sair de casa logo pela manhã, o aposentado de 85 anos, Orides Zagatto, quase não acreditava na cena observada no céu de Bauru. A chuva que atingiu a cidade ontem, após 16 dias de seca, trouxe alívio para muita gente. “Agora acabou o pó; só espero que não fique muito frio ”, comentava o aposentado. A mesma alegria era dividida por seu filho. “Era uma luta respirar com a seca”, reforça Sérgio Zagatto, de 59 anos.

Até o fechamento desta edição, o acumulado da chuva registrava 17,3 milímetros. Volume que gerou grande expectativa de diminuição das ameaças do baixo nível do rio Batalha. Ontem de manhã, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) fechava a medição de 2,05 metros, um dos menores neste ano. Nova medição, com o acumulado da chuva deve ocorrer nesta tarde, mas há expectativa de que o Batalha volte a ficar próximo de 2,60 metros, considerado ideal.

Frio!

O fenômeno que provocou a chuva de ontem na cidade foi causado por um frente fria vinda do sul do país, mas as condições meteorológicas previstas pelo entro de Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostram que a alegria pode ter durado pouco. “Para amanhã (hoje) há baixa probabilidade de chuva, essa condição deve se estender até a próxima segunda-feira. Mas se chover, será muito pouco, nada parecido com o que vimos hoje (ontem)”, pontua a meteorologista do  Zildene Pedrosa.

O que deve incomodar alguns bauruenses, no entanto, especificamente os adoradores do calor, é o frio. “A frente fria veio acompanhada por uma massa de ar frio, por isso temperatura mínima deve cair para 9 graus e a máxima para 18, com ápice nesta madrugada. A tendência é de subir, mas isso ocorrerá gradativamente no final de semana”, afirma Pedrosa.


Mesmo ‘bem-vinda’, chuva causou transtornos e gera alerta

Após a primeira meia hora de chuva, ontem, por volta das 11h, o trânsito de Bauru já havia apresentado os primeiros perigos aos condutores, como o acumulo de água em alguns trechos.

Às 11h30, os semáforos do cruzamento das avenidas Nuno de Assis e Nações Unidas ficaram inoperantes e prejudicaram o fluxo dos veículos. Na mesma ocasião, a sinalização existente no cruzamento entre a Duque de Caxias e a rua Maria José, no Altos da Cidade, também parou de funcionar.

Algumas localidades da cidade também sofreram com quedas de energia ao longo, como foi o caso do próprio prédio da Emdurb.

“Precisamos ter um cuidado redobrado nos próximos dias de chuva, justamente porque a poluição e a sujeira no asfalto são grandes. Tivemos hoje (ontem) momentos de chuvas de média e forte intensidade com ventos que chegaram a 48 quilômetros por hora, porém, com algumas paradas ao longo do dia”, alertou o agente da Defesa Civil de Bauru, Josué Gomes de Moraes.

Seca histórica?

Ainda de acordo com estatísticas do IPMet, nos primeiros sete meses deste ano, choveu 521,9 milímetros em Bauru, o nível mais baixo dos últimos 12 anos para o período. O acumulado equivale a quase metade dos 1.007,4 milímetros contabilizados de janeiro a julho de 2013 e perde somente para os 511 milímetros registrados em 2002, no mesmo intervalo.

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