A programação comemorativa do tão esperado aniversário de Bauru foi primorosa e ótima pela diversidade artística cultural, empolgante e envolvente para milhares de pessoas que lá estiveram durante todo o dia 1 de Agosto participando e curtindo. Melhores opções ou escolhas não poderia haver, pois, presente em alguns instantes e à distância em outros, pude constatar a empolgação popular. Porém, do que eu não gostei foi o "depois", no dia amanhecido ou sucedido. Como de costume, saindo bem cedo para a minha rotineira caminhada, naquela manhã optei em estabelecer o percurso seguindo para o Parque Vitória Régia com a expectativa de ainda sentir as vibrações e o calor humano que lá haviam imperado no dia anterior. E o que presenciei foi de estarrecer; fato que também deve ter sido testemunhado por todos aqueles que por lá passaram a pé, em carros ou ônibus.
A triste visão da poluição ambiental que se estendia a um raio de mais de meio quilômetro em todas as direções. A linha toda ou completa de plásticos lá se encontrava: copos, pratos, garrafas, sacolas, pipas, linhas, papéis, restos de lanches, etc.. Se no dia anterior houvera arte, o quadro deixado era estarrecedor, deprimente. Sujeira mesmo. De 4º mundo e que, felizmente, não veiculou pela rede social, fato que poderia pontuar nossa orgulhosa cidade que naquele dia viveu uma euforia. A diversidade de tons coloridos era tanta que, pela distribuição e pelo volume transformou-se em uma ótica pitoresca, inimaginável de como poderia ser a limpeza pelos devotados garis. Aquela manhã foi um novo dia que raiou e que se prolongou por horas oferecendo aquele triste e constrangedor espetáculo, impossível de não ter sido constatado por muitos que depois compareceram no período matinal. Tudo uma realidade consequente e inegável da importância da tão falada educação. Educação, educação e, ainda, educação. Eis a questão ou equação. Do tanto que falta ao nosso povo brasileiro. Estendendo a sua carência, reporto-me ainda às reportagens que temos visto pela tv na desobstrução dos canais e riachos que desaguam no Rio Tietê devido à seca que grassa São Paulo, pelas milhares de toneladas do lixo retirado que agora está aparecendo. Entendo que em relação ao nosso 118º aniversário, penalizar apenas o povo cometer-se-á uma injustiça pois a parte que caberia às autoridades e organizadores não foi feita. Aliás, não tem sido feita. O que deve servir de alerta. Nos próximos eventos iguais a este, concomitantemente à propaganda e divulgação dos mesmos, sejam programadas mensagens incentivadoras e educativas pela Semma e Secretaria da Educação Municipal com convites e slogans para a limpeza e manutenção do ambiente. E que sejam distribuídas sacolas individuais para guarda do descarte como é feito em algumas praias. E colocação de centenas de recipientes para descarte das sacolas. Pois, do meio da multidão, dificilmente uma pessoa poderá locomover-se à procura de uma lixeira. Conclusivamente, entendo o seguinte: que além da educação só existe uma outra alternativa que demanda vontade, planejamento, continuidade e dinheiro ? Educação! Aguardemos o 119º Aniversário!
Prof. Joaquim Eliseo Mendes ? ABLetras