Política

Morador de Bauru, cuja família é amiga de Campos, lamenta a morte

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

 

Campos, enquanto governador, e Miguel Batista Jr. (de óculos), na inauguração de uma escola

A família de Carlos Batista, um dos fundadores do Grupo Ato em Bauru, tem uma relação pessoal e política muito próxima a Eduardo Campos. O pai de Carlos, Miguel Batista, foi político em Recife (PE) e teve convivência intensa com o avô do candidato à Presidência, Miguel Arraes, morto em 2005.

Assim como Campos, Arraes também foi governador de Pernambuco. Carlos conta que seu pai conheceu o avô de Campos ainda na década de 1950, amizade que acabou aproximando as duas famílias.

“Quando meu pai morreu, o Eduardo Campos compareceu ao velório. O último ato dele como governador, inclusive, foi a inauguração da Escola Técnica Miguel Batista, que recebeu este nome como uma homenagem ao meu pai”, comenta o diretor de teatro, que vive há 25 anos em Bauru e é filiado ao PSB.

“Estamos todos chocados com o que aconteceu”, completa Carlos.

Amigo e aliado

O irmão dele, Miguel Batista Junior, que ainda mora em Recife, participou de todas as campanhas eleitorais de Eduardo Campos, inclusive a última, à Presidência. “Foi uma parceria que começou em 1990, quando fui coordenador em Recife da primeira campanha dele, a deputado estadual. Tínhamos uma relação de amizade, que ia da política ao futebol de fim de semana”, relembra.

Por telefone, Miguel relatou que todos na Capital pernambucana estão estarrecidos com a notícia da morte do ex-governador. “Ainda estamos sem acreditar. Ele era um homem íntegro e tinha atingido uma maturidade política que chamava a atenção de todos os políticos veteranos do Brasil. É uma perda irreparável para o País”, lamenta.

 

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