Economia & Negócios

Investimento de R$ 6,5 bilhões não impedirá novos 'layoffs', diz Barra

Folhapress
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O investimento de R$ 6,5 bilhões que será aplicado no mercado brasileiro nos próximos cinco anos, anunciado na última quarta-feira (13) após reunião com a presidente Dilma Rousseff, não evitarão que a Chevrolet recorra a novas suspensões temporárias de contrato, afirmou nesta sexta-feira a CEO mundial da General Motors, Mary Barra.

"Novos investimentos são uma mensagem positiva para nossos funcionários. Trabalhamos pra fazer grandes produtos para o consumidor comprar, e assim mantermos os empregos. Mas você nunca pode dizer que demissões e layoffs estão fora de cogitação", avaliou a executiva.

Em sua primeira visita ao Brasil como CEO global, Barra relutou em revelar qual segmento de carros ou unidade fabril da Chevrolet será prioridade do novo aporte de R$ 6,5 bilhões.

"Vamos investir em novos produtos, renovar modelos já existentes e investir em tecnologia de ponta", se limitou a dizer.

Jaime Ardila, presidente da GM para a América do Sul, garantiu apenas que a marca não sairá do segmento de entrada, formado por carros com preço inferior a R$ 30 mil. "Sabemos da importância do segmento de entrada, e não vamos abandoná-lo".

A estratégia segue o caminho oposto ao adotado pela rival Ford, que ao lançar o novo Ka por R$ 35.390 elevou seu preço de entrada em pouco mais de R$ 10 mil.

Cadillac no brasil

Em janeiro, durante o Salão de Detroit, executivos da GM e da Cadillac (marca de luxo do grupo) acenavam para a provável chegada da Cadillac ao mercado brasileiro em 2015.

A estreia da marca, no entanto, ainda não fora oficialmente confirmada por Barra: "queremos evoluir a marca Cadillac a um patamar global. Isso começa tendo o produto certo, mas não é só isso. Temos que ter um centro de distribuição, uma estratégia comercial e de marketing adequada e a certeza de um preço competitivo, importante até mesmo no segmento de luxo", disse Barra.

"Eu garanto que vamos levar a marca a outros mercados, mas vamos fazê-lo de maneira organizada, na hora certa e fazer investimentos de longo prazo", disse a executiva.

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