O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, exortou seus compatriotas a se unir ante os desafios perigosos e advertiu que o caminho a seguir será difícil.
Em sua página no Facebook, Abadi disse ontem que não iria fazer promessas irrealistas, mas encorajou os iraquianos a trabalhar juntos para fortalecer o país, que enfrenta a ofensiva do grupo radical Estado Islâmico, que conquistou territórios no norte do país.
O clérigo mais influente do Iraque, o aiatolá Ali al-Sistani, apoiou o novo primeiro-ministro e disse que a transição é uma rara oportunidade para resolver as crises políticas e de segurança do país.
Sublinhando a urgência de conter o conflito sectário alimentado pelo EI, Sistani pediu que os militares que evitem o partidarismo.
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, anunciou, anteontem, que deixará o cargo sem objeções, cedendo a pressões internas e externas.
Haider al-Abadi havia sido indicado para ocupar o cargo pela coalizão xiita à qual pertence Maliki e nomeado primeiro-ministro pelo presidente Fuad Masum. Mas, durante dias, Maliki se recusou a deixar o poder.
Sunitas
Líderes tribais e clérigos do coração sunita do Iraque que se rebelaram contra o governo de predominância xiita do primeiro-ministro Nuri al-Maliki estão dispostos a participar do novo gabinete se certas condições forem atendidas, disse um porta-voz ontem.