Foi suado tal qual o sol escaldante que maltratou os atletas, no estádio Alfredo de Castilho, ontem, na Vila Pacífico, mas os finalistas da Copa Semel 2014 são Parquinho e Geisel. O time do Parque Vista Alegre soube levar o 0 a 0 de ontem no ‘banho maria’ sobre o Ressaca. Já o Nova Bauru vendeu caro a derrota, ontem, por apenas 1 a 0 para o Geisel. Como o Nova Bauru havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1, a partida foi definida nos pênaltis.
As partidas foram disputadas na manhã deste domingo. O regulamento definido para a Copa Semel não privilegia o êxtase do espetáculo, o gol. Com isso, as equipes entraram em campo sabendo que os resultados da primeira partida da semifinal poderiam ser revertidos com um simples 1 a 0.
Na preliminar, o Geisel foi melhor durante quase toda a partida e, precisando da vitória, conseguiu vencer o Nova Bauru com gol de Bidi. O gol saiu de uma jogada da linha de fundo. Hudson cruzou rasteiro e Bidi apenas completou no segundo pau da trave adversária.
Mas, apesar da vitória magra, o Geisel poderia ter tornado o jogo de ontem mais fácil. Na primeira etapa foram desperdiçados pelos menos duas jogadas com chances claras de gol. Na segunda, o Geisel soube controlar o jogo no meio campo e trocar passes com menor número de erros que na primeira.
Com a vitória, Geisel e Nova Bauru foram para os pênaltis em condições rigorosamente iguais na semi. Rica perdeu a terceira cobrança para o Nova Bauru e Cuiabá errou a quarta para o Geisel. Com a igualdade na primeira série de pênaltis, o semifinalista da Copa Semel 2014 foi definido nas cobranças alternadas. Na oitava cobrança, Diego isolou a bola sobre o travessão para o Nova Bauru. Geisel na final, com a vitória por 8 a 7.
Cozinhando
Parquinho e Ressaca entraram em seguida no gramado do estádio do Noroeste com o time do PVA tendo a vantagem do empate por ter vencido por 2 a 0 no primeiro jogo.
E foi “cozinhando” a partida que o time de preto e vermelho conseguiu chegar novamente a uma final do amador bauruense. Mas a estratégia rendeu algum risco. Ao insistir na troca de passes no meio campo, em detrimento a ser mais agressivo no ataque – como vinha fazendo em todo o campeonato –, o Parquinho se expôs a pelos menos dois contra-ataques perigosos do Ressaca na primeira etapa.
Porém, o 0 a 0 que interessava ao ‘Parque’ deixou o placar estático no primeiro tempo porque Lequinha finalizou na cara do gol, pela direita do ataque, mas Vina fez defesa difícil, e, do lado do Ressaca, Marcelo não soube dar a cavadinha na frente do goleiro Gabriel e perdeu ótima chance em contra-ataque.
No segundo tempo, os dois times cansaram. Melhor para o Parquinho, que ainda viu o Ressaca perder a força na construção de boas jogadas após o meia Marcelo se machucar. Mesmo com várias substituições, nenhuma das equipes soube fazer as redes balançarem.
No final do jogo, aos 43 minutos, entretanto, o Ressaca conseguiu enfiar uma bola dentro da pequena área, pela direita do ataque, e converter para o gol. Mas o árbitro Rogério Rodrigues seguiu o bandeira e deu impedimento no lance. O Ressaca protestou. Tiago Oreia se exaltou, do banco, e foi expulso. O sol escaldante esgotou o fôlego das duas equipes. Sem acesso aos dois bancos, não foi possível ouvir os técnicos Miguel Yamamoto (Ressaca) e Elvinho (Parquinho). Final: 0 a 0 e Parquinho finalista.