Após dias conturbados por conta da greve, a Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP) voltou à normalidade ontem. Conforme o JC noticiou na semana passada, depois de pedido de liminar de reintegração de posse deferido Justiça, a suspensão de atendimentos das clínicas teve fim. Ontem todos os serviços nas clínicas de odontologia e fono foram retomados.
De acordo com membros do comando de greve, a desobstrução só ocorreu por conta da decisão judicial. Uma assembleia realizada ontem decidiu pela continuação da greve até a próxima quarta, quando ocorrerá outra reunião.
Houve uma liminar pedindo para usar a força policial, caso o atendimento não fosse liberado.
Conforme o JC apurou, mesmo com a decisão de manter a greve na instituição, algumas pessoas romperam a paralisação e voltaram ao serviço.
Hoje, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), há cerca de 50 servidores parados.
Tudo normal
A coordenadora da Clínica de Fonoaudiologia da FOB, Magali de Lourdes Caldana, e a chefe do Departamento de Fonoaudiologia, Maria Inês Pegoraro-Krook, fizeram questão de ressaltar que as clínicas ficaram fechadas durante dois dias por conta dos grevistas.
“Nós temos uma minoria de funcionários, apenas 5% de todos os funcionários do câmpus, gerando muitas informações desencontradas com as da diretoria. Não nos deixaram entrar na clínica, inclusive para pegarmos os telefones dos pacientes e desmarcar. Temos pacientes de Bauru e região, um total de 66 cidades, muitos deficientes e idosos”, ponderou Maria Inês.
A reportagem esteve na Clínica de Fonoaudiologia na tarde de ontem e tudo estava funcionando. Entretanto, o clima de greve ainda alterava de certa forma a rotina. Provavelmente com medo de interdições, alguns pacientes não foram às consultas marcadas.
A Clínica de Odontologia não estava aberta. Porém, não por conta de interdições. Lá, os tipos de serviços, especialidades e horários variam muito, de acordo com a assessoria de imprensa da FOB/USP. Ou seja, o atendimento só acontece em alguns dias da semana.
Os pacientes que perderam os seus atendimentos serão reagendados. “É importante salientar que a clínica continua oferecendo um atendimento de excelência e qualidade como sempre foi”, complementou Magali de Lourdes Caldana.
Histórico
Trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp estão em greve desde 27 de maio, em protesto ao adiamento até setembro, pela reitoria, das discussões de reajuste salarial à categoria. O aumento pedido por eles é de 9,78%.
|
João Rosan |
|
Maria Inês Pegoraro-Krook e Magali Caldana ressaltam a volta dos serviços |
