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Tia, você pode me dar um abraço?

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Jaty Queiroz de Gorreta, localizada na Vila Dutra, em Bauru, aprendem a recriar valores mais humanos, como um simples abraço, desde cedo. Estes ideais são reforçados pelo programa Ágora, iniciativa do JC na Escola e da ONG Bauru Transparente (Batra) com o intuito de plantar a “semente” da boa vizinhança nas instituições de ensino.

Os 86 alunos da Emei, que têm entre 1 ano e 8 meses e 5 anos, aprendem a ajudar o próximo sob uma metodologia bastante divertida. Os professores da instituição decidiram basear as atividades nos personagens da Turma da Mônica. “Desde 1987, quando eu e a professora Griselda Purini entramos na escola, trabalhamos com os personagens por serem próximos das crianças”, explica a diretora do colégio, Dulce Regina Purini.

Cada professora da escola opta por um personagem para trabalhar e utiliza a característica mais marcante de cada um deles com o intuito de ensinar as crianças a serem mais conscientes. No caso da professora Sueli Bernardino, 51 anos, a figura escolhida foi a Magali. “Ela é bastante arteira e comilona. Eu utilizo este comportamento para convencer as crianças de que brincar e comer corretamente faz bem à saúde”, defende a docente.

Outro ponto que a escola considera importante é fazer com que os pequenos sejam mais humanos e ensinem tudo o que aprendem aos familiares. “Nos dias de hoje, falta calor humano e as pessoas têm vergonha de dizer que amam os amigos, por exemplo. Nós queremos incentivar a nova geração a amar o próximo”, completa a professora Sueli enquanto abraça a pequena Aghata Cristine Braz, 5 anos.

Inspiração

Conforme o JC publicou, o nome Ágora foi inspirado nas praças públicas da Grécia Antiga, onde havia discussões sobre assuntos ligados à vida da cidade. Desde abril deste ano, o projeto trabalha com oito instituições de ensino com o objetivo de promover o exercício da cidadania.

“Este é um projeto que está em fase de experiência, mas já apresenta bons resultados. Para o ano que vem, pretendemos ampliar as escolas assistidas”, pondera o coordenador do JC na Escola, Sérgio Purini.


Legumes?

A professora Sueli Bernardino optou por trabalhar com a personagem Magali, da Turma da Mônica. “Para você ter uma ideia, eles comem frutas, verduras e legumes na escola e pedem para as mães cozinharem refeições semelhantes em casa”, diz Sueli.

Este é o caso de Aghata Cristine Braz, 5 anos. Quando questionada sobre o prato preferido, a pequena foi enfática ao afirmar que fica entre as frutas, as verduras e os legumes. “Eu aprendi a comer essas coisas na escola, mas peço para os meus pais comerem também”, finaliza.

 

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