Bairros

Qual é o esporte da sua região?

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 5 min

No Núcleo Geisel, quem reina é a bola laranja. Formado hoje por um grupo de 15 amigos, o time apelidado de “Bronx Basquetebol Clube” existe há mais de 20 anos e foi berço até de atletas profissionais que fizeram suas primeiras cestas na quadra de esportes do bosque do bairro.

Quem conta a história é Rafael Romão de Souza, que viu o grupo nascer e até hoje pratica o esporte. Segundo ele, a turma ficou dois anos fora da quadra por problemas estruturais no espaço. Recentemente, uma reforma feita pelos próprios amigos, com a ajuda do vereador  Fabiano Mariano, trouxe os jogos de volta para o bosque.

“Os vizinhos gostam, porque a quadra ajuda a manter o bosque limpo. Além disso, as crianças gostam de nos ver jogar. E também querem praticar. É bem bacana”. E por falar em criança, outra característica do Bronx é a tradição passada de pai para filho. “Tem muita gente que já joga com os filhos, sinal de que estamos ficando velhos”, diz, bem-humorado.

Formação

Rafael diz com orgulho que foi na quadra do Bosque do Geisel que muitos “basqueteiros” profissionais jogaram pela primeira vez. É o caso do pivô Renato Carbonari, atual atleta do Paulistano. “Outro que também vinha jogar aqui antes de ser profissional é o ala Gui Deodato, do Paschoalotto/Bauru”.

Rafael ainda lembra que o time já disputou a Liga de Basquete do Centro Oeste Paulista e que o objetivo é entrar outra vez na disputa. “Mas ainda este ano, provavelmente em novembro, queremos voltar com o antigo e tradicional  campeonato do Bronx, com times de outros bairros e de outras cidades da região”, projeta. 


Jardim Bela Vista é da malha

É no Jardim Bela Vista que são realizadas as principais competições da malha bauruense, com o Clube União Independente Princesa Isabel (CUIPI), ao lado do Clube da Vovó. Em 2013, Bauru se transformou na Capital da Malha no País, já que sediou o Campeonato Brasileiro.

O presidente da Liga Bauruense de Malha e do CUIPI, Delfino Del Rey Júnior, fala com orgulho sobre todas as conquistas bauruenses na modalidade. Entre as inúmeras medalhas e troféus, destacam-se as medalhas de ouro dos Jogos Regionais. “Já somam sete ou oito. E estamos preparados para a próxima edição”.

Del Rey começou a praticar em 1997, no Clube Arapongas. “Fiquei tão interessado que fundei a Liga Bauruense. Fazemos por amor ao esporte, praticamente sem apoio. Este é um jogo feito para todos. Antigamente diziam que era de velhos, porque era preciso força. Hoje em dia é jogo de técnica. No CUIPI temos esportistas com idades que variam de 12 a 86 anos”.

Embora tenha o CUIPI como representante de Bauru em competições oficiais, a modalidade é praticada em vários bairros da cidade, inclusive com outros clubes de malha, como o Arapongas.


‘Javalis Rugby’ integra moradores de várias regiões da cidade

Você conhece o rugby? Muito popular em países de colonização inglesa, principalmente, como Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, é disputado em mais de 120 países. Segundo o site da Confederação Brasileira de Rugby, a Copa do Mundo desta modalidade é o terceiro maior evento esportivo do planeta. No Brasil, apesar de não ser muito praticado, o esporte vem crescendo.  

Bauru, por exemplo, é a casa do Javalis Rugby, que defende a coletividade, força, respeito e união como elementos motivadores da prática. Atualmente, a equipe amadora é formada por 18 jogadores e treina em duas regiões: no campo das Faculdades Integradas de Bauru (FIB), no Jardim Ferraz, e nas quadras de areia montadas na quadra 16 da avenida Getúlio Vargas, região do Jardim Aeroporto.

De acordo com o jogador Dhiego César Brandão, o rugby é um esporte completo, disciplinado e sem restrições. “Temos espaço para os altos, baixos, gordos, magros, feios, bonitos, lentos, ligeiros, fortes, fracos, novatos e experientes... O que é preciso é ter força de vontade e espírito de equipe”, destaca.

Para o jogador, a paixão pelo esporte teve início como uma alternativa para o fim do sedentarismo. “Não fico sem”. E observa: “Acho que o bauruense até tenta praticar esportes tidos como diferentes, mas falta apoio”.   

Dhiego lembra que o Javalis Rugby Bauru nasceu há cerca de 13 anos da união de três estudantes da Unesp, que jogavam em suas cidades de origem. Em Bauru, eles decidiram se unir e formar o time.


Na Vila Serrão tem hóquei in-line

Modalidade in-line criada em 1981 por um grupo de jovens na sede campestre do Bauru Tênis Clube (BTC), Vila Serrão, o hóquei também faz parte do esporte bauruense. Em 1996, a modalidade trocou o patins de rodas paralelas pelo de rodas em linha e tomou as formas atuais.

Semelhante ao famoso hóquei no gelo, é praticado sobre piso de concreto comum, típico das quadras poliesportivas. No passado, a modalidade betecista chegou a contar com 55 atletas distribuídos em várias categorias. 

Atualmente, com úmero reduzido de praticantes, mas vários títulos no currículo, a equipe BTC/Bauru Hockey tem patrocínio e torcida e já revela jogadores para a seleção brasileira de base e feminina, como foi o caso dos atletas Vitor Turra e Isabelle Monari.

Ela disputou em julho de 2013 o mundial em Anahein, na Califórnia; e ele disputou amistosos internacionais com o time do Brasil e ainda teve passagens por um time de Vancouver, no Canadá.

O time adulto de hóquei do BTC disputará nos dias 6 e 7 de setembro o Campeonato Brasileiro Divisão 2, em São Paulo. A equipe, ranqueada entre as 10 melhores do País, obteve o vice-campeonato da competição do ano passado.

 

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