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Família de jornalista decapitado, James Foley, divulga sua última carta no cativeiro

Folhapress
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Reuters

Como não podia escrever e enviar cartas, Foley ditou o texto para um colega refém que seria libertado, que o memorizou e enviou à família

A família do americano James Foley, decapitado por um membro da milícia do Estado Islâmico, divulgou no domingo (25) a última carta do jornalista, elaborada enquanto ele estava mantido refém.

Como não tinha autorização para escrever e enviar cartas, Foley ditou o texto para um dos colegas reféns que seria libertado, que o memorizou e enviou à família.

Na carta, Foley conta que dividia a cela com outros 17 reféns e que as conversas sobre amenidades e os jogos de xadrez e damas -feitos com restos encontrados na cela- ajudaram a passar o tempo.

"Tentamos encorajar uns aos outros e compartilhar força. Estamos sendo alimentados melhor agora, e todos os dias. [...] Eu recuperei a maior parte do peso que perdi ano passado", diz.

A carta foi publicada no Facebook e descreve memórias de Foley sobre os pais e os irmãos.

"Eu me lembro de tantos ótimos momentos em família que me levam para longe dessa prisão", diz o jornalista.

Foley agradece as orações por ele e diz que sente as pessoas quando reza. "Realmente sinto que consigo tocar vocês [a família e os amigos] mesmo nessa escuridão quando rezo", relata.

No último parágrafo, Foley se dirige a sua avó: "Continue firme porque vou precisar da sua ajuda para retomar minha vida".

Repórter de guerra, Foley foi sequestrado na Síria em novembro de 2012. Em 2011, esteve dois meses preso em uma cadeia na Líbia.

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